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Sunday, April 17, 2011

Domingo de Ramos


O domingo de Ramos

A entrada de Jesus em Jerusalém

A Semana Santa começa no domingo chamado de Ramos porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos Profetas; mas esse povo tinha se enganado no tipo de Messias que ele era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Ele entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!

Dessa forma o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".

Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.

Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rápido. Ela nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

A entrada "solene" de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus que conhecia o coração dos homens não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas!

Quantas lições nos deixam esse domingo de Ramos!

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o seu Reino de fato não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la.

A muitos ele decepcionou; pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.

O domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo "light", adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

O domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades, das facilidades, para nos colocar diante Daquele que veio ao mundo para salvar este mundo.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

Wednesday, March 9, 2011

Quarta-feira de Cinzas

Imagem de Destaque
'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar'

A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.

Uma das frases – no momentio da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.

A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma.

A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.

Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).

A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.

Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.

O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

Tuesday, September 14, 2010

Exaltação da Santa Cruz


Nos reunimos com todos os Santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, morte e demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso :
"Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos " (I Cor 1,23)

Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus.

A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos Persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro Cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos :
" Do Rei avança o estandarte,
fulge o mistério da Cruz,
onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus.
Do lado morto de Cristo,
ao golpe que lhe vibravam,
para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam.
Árvore esplêndida
bela de rubra púrpura ornada
dos santos membros tocar
digna só tu foste achada".


"Viva Jesus! Viva a Santa cruz!"

Santa Cruz...sede a nossa salvação!

Cançao Nova

Saturday, August 21, 2010

LITURGIA DO DOMINGO 22/08-A Salvação

A Salvação

A Liturgia propõe hoje o tema da SALVAÇÃO.
A Salvação é um dom, que Deus oferece a todos,
mas a porta para entrar no Reino é estreita.

As leituras bíblicas aprofundam esse tema:

Na 1a Leitura, o Profeta fala de uma Comunidade Universal.
Todas as nações são chamadas a integrar o Povo de Deus:
"Eu virei para reunir os homens de todos os Povos;
eles virão e verão a minha glória". (Is 66,18-21)
E acrescenta algo inaudito: "Escolherei estrangeiros devotos ao meu nome...
e os enviarei como missionários para anunciar a minha salvação".

A 2ª Leitura afirma que o homem encontra a Salvação em Deus e
deve deixar-se guiar por ele, que, como Pai, corrige e repreende
os que se desviam do bom caminho da Salvação para que alcancem
a meta final, a herança reservada a seus filhos. (Hb 12,5-7.11-13)

No Evangelho, Jesus trata do mesmo tema. (Lc 13,22-30)

- Começa com uma pergunta dirigida a Jesus:
"São muitos os que se salvam?"
Os judeus estavam convencidos de que só povo de Israel se salvaria...

- Jesus não responde à pergunta, dizendo o NÚMERO dos que se salvam...
Prefere revelar o CAMINHO para a salvação.
Fala que o banquete do "Reino" é para todos.
No entanto, não há entradas garantidas, nem bilhetes reservados
e estreita é a porta para entrar nele.

- Complementa o pensamento com uma pequena PARÁBOLA:
Um Senhor oferece um banquete.
Todos podem tomar parte, porque é de graça. Todos procuram entrar.
Alguns passam, outros não conseguem. A um certo ponto a porta se fecha.
- Quem está dentro? Os patriarcas... os profetas...
e uma multidão incontável, vinda de todos os lados...
- Quem está fora? Um grupo que conheceu o Senhor e
pretende entrar de qualquer jeito, expondo os seus motivos:
"Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças".
E o Senhor não abre a porta e os manda embora...
Não basta o privilégio de pertencer ao povo eleito...

- E, aos "convencidos" de ter a salvação garantida, conclui com um alerta:
"Não vos conheço..."

+ A Salvação é oferecida para todos,
independentemente de raça, de condição social, econômica ou religiosa...
Deus oferece gratuitamente a Salvação, mas espera nossa resposta,
o nosso compromisso com os valores do Evangelho.
Basta acolher essa oferta, aderir a Jesus e entrar pela "porta estreita".
* Mas para muitos, a "porta estreita" não é muito popular...
A felicidade se encontra no poder, no êxito, na exposição social,
nos cinco minutos de fama que a televisão proporciona, no dinheiro...

Para passar pela PORTA ESTREITA, são necessárias duas coisas:
- Desfazer-se de muitas "gorduras", de tanta coisa desnecessária...
- Tornar-se pequeno, simples, humilde, servidor, como criança:
"Quem não se fizer como criança não terá lugar no reino de Deus".
Os de grande estatura e os gordos não passam...

+ Um alerta:
Não haverá privilegiados, entradas garantidas, bilhetes reservados...
O ser cristão não é um meio mágico de salvação;
ela é o resultado do encontro entre o esforço humano e o dom de Deus.
Para salvar-se, não basta entrar na Igreja uma vez pelo Batismo,
mas querer entrar todos os dias pela "porta estreita"
da fidelidade à mensagem de Cristo e do Evangelho.

- Naquela hora, não haverá desculpas:
Sou católico desde criança... Vou à missa todos os domingos,
confesso com freqüência, pago sempre o dízimo, ajudo a Igreja...
Sou amigo do Padre... do Bispo...
Fiz o cursilho... o seminário da RCC... sou membro do Apostolado...

- Naquela hora, poderá ter surpresa:
"Não sei de onde vocês são... afastem-se de mim...
Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos."
= Estranhos entrando na glória e "praticantes" excluídos do banquete...

+ São muitos os que se salvam?
Jesus não respondeu diretamente à pergunta quanto ao Número,
fala dos Destinatários da salvação e o Caminho para consegui-la":
A "porta estreita" do despojamento e da humildade...

Se olharmos apenas as exigências de entrar pela "porta estreita",
poderíamos ficar preocupados...
Mas sabemos que Deus é mais bondade e misericórdia, do que justiça.
Cristo nos garante: "Eu sou a porta, quem entrar por mim, será salvo..." (Jo 10,9)
E Paulo nos garante uma verdade muito consoladora:
"É vontade de Deus que todos os homens se salvem,
e todos cheguem ao conhecimento da verdade..." (1Tm 2,4)
A porta é estreita, mas está aberta...

Dia do Leigo
Saudamos nesse dia a todos os LEIGOS que escolheram servir à Comunidade.
Obrigado por tanto bem que realizam.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.08.2010

Tuesday, May 18, 2010

Roteiro para Missa de Pentecostes

MISSA COM CRIANÇAS E PRÉ-ADOLESCENTES

Tempo Litúrgico: Pascal - Missa de Pentecostes

Comentário inicial: Louvando o Espírito Santo de Deus, neste Dia de Pentecostes, iniciemos a nossa celebração com a Procissão de Entrada. Receberemos sete velas, representando sete dons do Espírito Santo. Entoemos o canto: Estaremos aqui reunidos


R I T O S I N I C I A I S


Acolhida do Presidente: Canto: Em nome do Pai
Ato penitencial: (Reflexão pelo Presidente) Canto: Perdão Senhor
Momento da paz: Canto: Meu amigo venha cá
Glória: Canto: Glória

L I T U R G I A D A P A L A V R A


Salmo 104/103 (Cantado)
Seqüência Pascal: (Cantada)
1ª Leitura: Atos 2, 1 - 4
Proclamação do Evangelho: Jo 20, 19 – 23 Canto: Jesus Ressuscitou
Credo (rezado)
Oração da Assembléia: (feita por uma adolescente)Canto: Vem, Espírito Santo!


L I T U R G I A S A C R A M E N T A L


Procissão das Ofertas: Canto:As sementes que me deste
Oração Eucarística: Santo Canto: Santo Pascal (dançado)
Mistério da fé Cantado)
Pai Nosso (Cantado) Cordeiro (Cantado) Comunhão Canto: Quando Tu Senhor


RITOS FINAIS


Homenagem à Maria: Canto: A teus pés

O Círio será apagado pelo Presidente, que faz algumas colocações:
O Círio que representa o Cristo Ressuscitado, foi introduzido solenemente em nossa Igreja, na Vigília Pascal. Neste momento ele será apagado e estará presente nas celebrações do Batismo e Crisma. Conosco fica a missão de levar aos outros a Palavra de Deus. Cantemos o louvor ao Círio, ao Cristo Ressuscitado. Não esqueçamos que Jesus subiu ao Céu mas deixou conosco o Espírito Santo.
Canto: Círio Pascal


Benção final: (de Envio) Canto: Vamos em paz

Sunday, May 2, 2010

Liturgia do Domingo 02/05/10 - A Despedida

A Despedida

Na Liturgia desses domingos de Páscoa, podemos perceber a preocupação de Cristo
em formar a sua Igreja, que continuará a obra de salvação iniciada por ele:
- As aparições no Cenáculo e na pesca milagrosa...
- A imagem do Rebanho, do qual Cristo é o Bom Pastor...

Hoje nos fala do espírito que deve animar a nova Comunidade:
O AMOR MÚTUO.

A 1ª Leitura mostra o final da 1ª viagem missionária de São Paulo,
na qual fundou e organizou novas comunidades cristãs. (At 14,21b-27)

Nela podemos notar 3 elementos:

- O Anúncio da Palavra até os confins da terra: anunciar o seu amor e o seu desejo de salvação para toda a humanidade.
- Os Conflitos são superados: Os sofrimentos são indispensáveis para entrar no Reino,
mas confirmam a autenticidade da mensagem e possibilitam sentir a presença de Deus na caminhada da comunidade.
- A Organização das Comunidades:Paulo cria uma Instituição de Dirigentes ("Presbíteros"), que aparecem aqui pela primeira vez fora da Igreja de Jerusalém.
É um ministério para administrar, vigiar e defender a comunidade.São Paulo escolhe diretamente, após uma preparação de oração e jejum...

A 2ª Leitura mostra o rosto final dessa Comunidade
de chamados a viver no amor. (Ap 21.1-5a)

Deus veio morar conosco. Cabe à Comunidade cristã transformar a Babilônia em que vivemos em Nova Jerusalém.A Igreja deve ser um anúncio dessa comunidade escatológica, essa "noiva" bela, que caminha com amor ao encontro de Deus, o Amado.

No Evangelho, Jesus, ao se despedir dos discípulos, deixa em testamento à comunidade o "MANDAMENTO NOVO:
"Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". (Jo 13,31-33a.34-35)

+ O AMOR MÚTUO:

- É SINAL da presença de Jesus na comunidade cristã. Jesus continua sua presença e sua ação no amor mútuo dos discípulos.

- É o DISTINTIVO do verdadeiro cristão:"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns para com os outros".

- É um MANDAMENTO NOVO:
> Mandamento: não é apenas conselho... convite...
> Novo: "Amar o próximo como a si mesmo" já existia no Antigo Testamento
(Lev 19,18). Onde está a novidade?
- A novidade está na medida, no modelo desse amor:
"Como EU vos tenho amado..."

 Amar como Jesus:
Nós amamos quem "merece ser amado"...
Jesus ama os pobres, os doentes, os marginalizados... até os algozes...
Ele nos amou até o fim... de modo infinito, sem limites...
"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos".

 Amar como Deus ama:
"Como o Pai me ama... assim também eu vos amo...!"
Com a grandeza do coração de Deus, à semelhança dele.
Amar como Deus ama! É o nosso desafio, a nossa vocação...
- Como amar o Pai sem amar os filhos?
Eles também são feitos à semelhança de Deus e como Deus devem amar.
Só quem ama, com as palavra e com a ação, é verdadeiro cristão...

+ O Distintivo da Nova Comunidade:
Os discípulos de Jesus não são os depositários de uma doutrina,ou de uma ideologia, ou os observadores de leis, ou os fiéis cumpridores de ritos: Mas são aqueles que, pelo amor mútuo, vão ser um sinal vivo do Deus que ama. Pelo amor, serão no mundo Sinal do Pai.

A proposta cristã resume-se no amor. O amor é o distintivo, que nos identifica;
quem não vive o amor, não integra a comunidade de Jesus. O amor mútuo é a síntese de toda a Lei da Nova Aliança,é o estatuto que fundamenta a Comunidade cristã.

A Comunidade de Jesus deve testemunhar com gestos concretos o amor de Deus.Deve também demonstrar que a utopia é possível e que os homens podem ser irmãos.

- A nossa religião é a religião do amor,ou é a religião das leis, das exigências, dos ritos externos?

- Em nossos gestos, as pessoas descobrem a presença do Amor de Deus no Mundo?


Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa -02.05.2010

Friday, October 16, 2009

Curso de Liturgia - 3


Liturgia da palavra

A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura com os cânticos intercalares. São seu desenvolvimento e conclusão a homilia, a profissão de fé e a oração universal ou oração dos fiéis. Nas leituras, comentadas pela homilia, Deus fala ao seu povo, revela-lhe o mistério da redenção e salvação e oferece-lhe o alimento espiritual. Pela sua palavra, o próprio Cristo está presente no meio dos fiéis. O povo faz sua esta palavra divina com o silêncio e com os cânticos e a ela adere com a profissão de fé. Assim alimentado, eleva a Deus as suas preces na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.

Silêncio

A liturgia da palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação. Deve, por isso, evitar-se completamente qualquer forma de pressa que impeça o recolhimento. Haja nela também breves momentos de silêncio, adaptados à assembleia reunida, nos quais, com a ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada e se prepare a resposta pela oração. Pode ser oportuno observar estes momentos de silêncio depois da primeira e da segunda leitura e, por fim, após a homilia.

Leituras bíblicas

Nas leituras põe-se aos fiéis a mesa da palavra de Deus e abrem-se-lhes os tesouros da Bíblia. Convém, por isso, observar uma disposição das leituras bíblicas que ilustre a unidade de ambos os Testamentos e da história da salvação; não é lícito substituir as leituras e o salmo responsorial, que contêm a palavra de Deus, por outros textos não bíblicos.

Na celebração da Missa com o povo, as leituras proclamam-se sempre do ambão.

Segundo a tradição, a função de proferir as leituras não é presidencial, mas sim ministerial. Por isso as leituras são proclamadas por um leitor, mas o Evangelho é anunciado pelo diácono ou por outro sacerdote. Se, porém, não estiver presente o diácono nem outro sacerdote, leia o Evangelho o próprio sacerdote celebrante; e se também faltar outro leitor idóneo o sacerdote celebrante proclame igualmente as outras leituras.
Depois de cada leitura, aquele que a lê profere a aclamação; ao responder-lhe, o povo reunido presta homenagem à palavra de Deus, recebida com fé e espírito agradecido.

A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da liturgia da palavra. Deve ser-lhe atribuída a maior veneração. Assim o mostra a própria Liturgia, distinguindo esta leitura das outras com honras especiais, quer por parte do ministro encarregado de a anunciar e pela bênção e oração com que se prepara para o fazer, quer por parte dos fiéis que, com as suas aclamações, reconhecem e confessam que é Cristo presente no meio deles quem lhes fala, e, por isso, escutam a leitura de pé; quer ainda pelos sinais de veneração ao próprio Evangeliário.

Salmo responsorial

A primeira leitura é seguida do salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra e tem, por si mesmo, grande importância litúrgica e pastoral, pois favorece a meditação da Palavra de Deus.
O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Leccionário.
Convém que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere à resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro sítio conveniente, recita os versículos do salmo; toda a assembleia escuta sentada, ou, de preferência, nele participa do modo costumado com o refrão, a não ser que o salmo seja recitado todo seguido, sem refrão. Todavia, para facilitar ao povo a resposta salmódica (refrão), fez-se, para os diferentes tempos e as várias categorias de Santos, uma selecção de responsórios e salmos, que podem ser utilizados, em vez do texto correspondente à leitura, quando o salmo é cantado. Se o salmo não puder ser cantado, recita-se do modo mais indicado para favorecer a meditação da palavra de Deus.
Em vez do salmo que vem indicado no Leccionário, também se pode cantar ou o responsório gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual simples, na forma indicada nestes livros.

Aclamação antes da leitura do Evangelho

Depois da leitura, que precede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro cântico, indicado pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Deste modo a aclamação constitui um rito ou um ato com valor por si próprio, pelo qual a assembleia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor, que lhe vai falar no Evangelho, e professa a sua fé por meio do canto. É cantada por todos de pé, iniciada pela schola ou por um cantor, e pode-se repetir, se for conveniente; mas o versículo é cantado pela schola ou pelo cantor.
a) O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma. Os versículos tomam-se do Leccionário ou do Gradual;
b) Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que vem no Lecionário. Também se pode cantar outro salmo ou tracto, como se indica no Gradual.

No caso de haver uma só leitura antes do Evangelho:
a) nos tempos em que se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo aleluiático, ou o salmo e o Aleluia com o seu versículo;
b) no tempo em que não se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo e o versículo antes do Evangelho ou apenas o salmo.
c) O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho, se não são cantados, podem omitir-se.

A sequência, que exceto nos dias da Páscoa e do Pentecostes é facultativa, canta-se depois do Aleluia.

Homilia

A homilia é parte da liturgia e muito recomendada: é um elemento necessário para alimentar a vida cristã. Deve ser a explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia, tendo sempre em conta o mistério que se celebra, bem como as necessidades peculiares dos ouvintes.

Habitualmente a homilia deve ser feita pelo sacerdote celebrante ou por um sacerdote concelebrante, por ele encarregado, ou algumas vezes, se for oportuno, também por um diácono, mas nunca por um leigo. Em casos especiais e por justa causa, a homilia também pode ser feita, por um Bispo ou presbítero que se encontra na celebração mas sem poder concelebrar.
Nos domingos e festas de preceito, deve haver homilia em todas as Missas celebradas com participação do povo, e não pode omitir-se senão por causa grave. Além disso, é recomendada, particularmente nos dias feriais do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, e também noutras festas e ocasiões em que é maior a afluência do povo à Igreja.
Depois da homilia, observe-se oportunamente um breve espaço de silêncio.

fonte: Introdução Geral do Missal Romano

Friday, October 9, 2009

Curso de Liturgia - 2


Liturgia da palavra
Terminada a oração coleta, todos se sentam. O sacerdote pode, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na liturgia da palavra. Entretanto, o leitor vai ao ambão e, a partir do lecionário aí colocado antes da Missa, proclama a primeira leitura, que todos escutam. No fim, o leitor profere a aclamação: Palavra do Senhor (Verbum Domini); e todos respondem: Graças a Deus (Deo Gratias).
Pode então observar-se, se for oportuno, um breve espaço de silêncio, para que todos meditem brevemente no que ouviram.
Depois, o salmista ou o próprio leitor recita o versículo do salmo, ao qual o povo responde habitualmente com o refrão.
Se há segunda leitura antes do Evangelho, o leitor proclama-a do ambão. Todos escutam em silêncio e no fim respondem com a aclamação, como acima se disse. A seguir, se for oportuno, pode observar-se um breve espaço de silêncio.
Depois todos se levantam e canta-se o Aleluia ou outro cântico, conforme o tempo litúrgico.
Enquanto se canta o Aleluia ou o outro cântico, o sacerdote impõe e benze o incenso, quando se usa. Em seguida, profundamente inclinado diante do altar, de mãos juntas, diz em silêncio: Purificai o meu coração (Munda cor meum).
Toma então o Evangeliário, se está sobre o altar, e dirige-se para o ambão, levando o Evangeliário um pouco elevado, precedido pelos ministros leigos, que podem levar o turíbulo e os círios. Os presentes voltam-se para o ambão, manifestando uma especial reverência ao Evangelho de Cristo.
Tendo chegado ao ambão, o sacerdote abre o livro e, de mão juntas, diz: O Senhor esteja convosco (Dominus vobiscum); o povo responde: Ele está no meio de nós (Et cum spiritu tuo), e a seguir Evangelho de Nosso Senhor... (Lectio sancti Evangelii...), fazendo o sinal da cruz sobre o livro e sobre si mesmo na fronte, na boca e no peito, e todos fazem o mesmo. O povo aclama, dizendo: Glória a Vós, Senhor (Gloria tibi, Domine). Depois, se se usa o incenso, o sacerdote incensa o livro. A seguir proclama o Evangelho, e no fim diz a aclamação: Palavra da salvação (Verbum Domini). Todos respondem: Glória a Vós, Senhor (Laus tibi, Christe). O sacerdote beija o livro, dizendo em silêncio: Por este santo Evangelho... (Per evangelica dicta...).
Se não há leitor, é o próprio sacerdote que de pé proclama, no ambão, todas as leituras e o salmo. Ali também, se se usa o incenso, impõe incenso e benze-o, e, profundamente inclinado, diz : Purificai o meu coração (Munda cor meum).
O sacerdote, em pé, da cadeira ou do próprio ambão, ou, se for oportuno, noutro lugar conveniente, faz a homilia. Terminada a homilia, pode observar-se, se for oportuno, um espaço de silêncio.
O Símbolo é cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo, estando todos de pé. Às palavras E encarnou, etc. (Et incarnatus est, etc.), todos se inclinam profundamente; porém, nas solenidades da Anunciação e do Natal do Senhor, genuflectem.
Terminado o Símbolo, o sacerdote, de pé junto da cadeira, de mãos juntas, convida os fiéis à oração universal com uma breve admonição. Então um diácono ou um cantor, ou um leitor ou outro, no ambão ou noutro lugar conveniente, voltado para o povo, propõe as intenções, a que o povo responde suplicante com a sua parte. Por fim o sacerdote, de braços abertos, conclui as preces com uma oração.

fonte: Missal Romano

Monday, October 5, 2009

Curso de Liturgia - 1



Estou participando do Curso de Liturgia oferecido pela nossa Paróquia. Toda quinta-feira das 20:00 às 22:00h. Está sendo muito interessante. Por isso pretendo postar aqui o que estou aprendendo lá. Já tivemos duas aulas: Na primeira o professor Creômenes explicou todo o programa das aulas que é o seguinte:Celebração Eucarística - ritos iniciais, liturgia da palavra
Liturgia Eucarística - ritos finais
Principais mudanças promovidas pelo Concilio Vaticano II a liturgia
Introdução a Celebração Eucarística - raízes históricas, evolução, modelo atual
Ministério Litúrgico - noções gerais
Ano Litúrgico - noções gerais
Espaço Litúrgico - noções gerais

Na segunda aula ele começou falando sobre os ritos iniciais da missa.
Na Missa, o povo de Deus é convocado e reunido, sob a presidência do sacerdote que representa a pessoa de Cristo, para celebrar a memória do Senhor ou sacrifício eucarístico. Cristo está realmente presente tanto na assembléia reunida em seu nome, como na pessoa do ministro, na sua palavra, e também, de modo substancial e permanente, sob as espécies eucarísticas. "Onde dois ou mais estão reunidos em meu nome, eu estou no meio deles", disse Jesus em Mt 18,20.
A Missa consta de duas partes: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística, que estão tão intimamente ligadas entre si, que constituem um só ato de culto. De fato, na Missa se prepara tanto a mesa da Palavras de Deus como a do Corpo de Cristo, para ensinar e alimentar os fiéis.
Tudo que acontece na Missa tem sua razão de ser. Nenhum gesto é feito por acaso. Tudo tem seu significado e é muito importante saber o que está acontecendo e o por quê.
O canto de entrada tem a ver com o que vai falar o Evangelho.
A procissão de entrada lembra a caminhada do povo de Deus.
O beijo que o padre dá no altar significa o carinho profundo para com o Cristo.
A Missa é um diálogo. O padre fala e a assembléia responde.
A primeira palavra a ser dita pelo padre deve ser: Em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. A assembléia responde Amém.
RITOS INCIAIS:
Reunido o povo, o sacerdote e os minstros paramentados dirigem-se ao altar na seguinte ordem:
a) o ministro com o turíbulo aceso, quando se usa incenso;
b) os ministros que, se for oportuno, trazem os castiçais e, entre eles, sendo o caso, outros ministros com a cruz;
c) os acólitos e outros ministros;
d) o leitor, que poderá levar o Evangeliário;
e) o sacerdote que vai celebrar a Misssa.
Antes de iniciar a procissão, o sacerdote, se for o caso, põe incenso no turíbulo.

Enquanto se faz a procissão para o altar, canta-se o canto de entrada, cuja finalidade é abrir a celebração, promover a união da assembléia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do padre e dos ministros(não havendo canto de entrada, a antífona proposta pelo Missal é recitda pelos fiéis, ou por alguns deles, ou pelo leitor; ou então, pelo próprio padre, após a saudação).
Chegando ao altar, o sacerdote e os ministros fazem a devida reverência, isto é, inclinação profunda, ou genuflexão, quando houver tabernáculo como Santíssimo Sacramento.
Se a cruz for levada na procissão, será colocada junto ao altar ou noutro lugar apropriado; os castiçais levados pelos ministros serão colocados junto ao altar ou sobre a credência; o Evangeliário, sobre o altar.
O sacerdote sobe ao altar e beija-o em sinal de veneração. Em seguida, se for oportuno, incensa o altar, contornando-o.
Em seguida, o padre dirige-se à cadeira. Terminado o canto de entrada e estando todos de pé, o padre e os fiéis fazem o sinal da cruz. O padre diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O povo responde: Amém.
Voltado para o povo e abrindo os braços(como Cristo na cruz),o padre saúda-o com uma das fórmulas propostas. E ele mesmo, ou outro ministro idôneo, pode, com breves palavras, introduzir os fièis na Missa do dia.
Depois do ato penitencial, dizem-se o Senhor, tende piedade e o Glória. O Glória pode ser iniciado pelo próprio padre, ou pelos cantores ou também por todos ao mesmo tempo.
Em seguida, o padre convida o povo a rezar, dizendo, de mão unidas: Oremos. E todos, juntamente com ele, oram um momento de silêncio. Então o padre, abrindo os braços, diz a Oração do dia. Ao terminar, o povo aclama: Amém.

Até a próxima aula...
fonte: Missal Romano

Monday, September 21, 2009

Curso de Liturgia

CURSO DE LITURGIA
PAROQUIA DE CASA FORTE

LITURGIA NA VIDA: UMA INCURSÃO NA PRÁTICA CELEBRATIVA

ORIENTADOR:CREÔMENES TENÓRIO MACIEL

CARGA HORÁRIA:20 HORAS - 10 ENCONTROS

HORÁRIO:20 às 22:00 h ÀS QUINTAS-FEIRAS

INÍCIO:24 DE SETEMBRO DE 2009

LOCAL:SALÃO PAROQUIAL

TAXA DE INSCRIÇÃO: R$ 20,00

Programação:
Celebração Eucarística - ritos iniciais, liturgia da palavra
Liturgia Eucarística - ritos finais
Principais mudanças promovidas pelo Concilio Vaticano II a liturgia
Introdução a Celebração Eucarística - raízes históricas, evolução, modelo atual
Ministério Litúrgico - noções gerais
Ano Litúrgico - noções gerais
Espaço Litúrgico - noções gerais

Informações:
Sarita Melo - 86954109/96447066
Guga - 86260339

Friday, June 26, 2009

Liturgia de Domingo - 28 de junho de 2009

Celebrando hoje a festa de São Pedro e São Paulo,
exaltamos seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e
seu ardoroso testemunho no projeto libertador de Deus.

Na pessoa de Pedro, destaca-se o Pastor das Comunidades,
aquele que é referência da fé para os irmãos.
Na pessoa de Paulo, aparece mais o líder Missionário,
que forma comunidades e faz expandir a fé em todas as nações.
Pedro recorda mais a instituição... Paulo, o carisma...

As Leituras bíblicas nos falam dos dois Apóstolos:

Na 1ª Leitura, vemos SÃO PEDRO: (At 12,1-11)

Preso pelas autoridades... "para agradar os judeus"...
Guardado como "perigoso" por 16 homens... e libertado por Deus...
- O texto mostra que o testemunho dos discípulos gera oposição e morte.
Mas a oposição não pode calar esse testemunho.
- Mostra uma Comunidade cristã unida e solidária, na Oração.
E Deus escuta a oração da Comunidade...
- Mostra a presença efetiva de Deus na caminhada da Igreja e
o cuidado de Deus para os que lhe dão testemunho.
O nosso Deus não nos abandona...

Na 2ª Leitura vemos SÃO PAULO: (2Tm 4, 6-8.17-18)

Também está preso, pela última vez: Está ciente da própria condenação.
Faz um balanço final de sua vida a serviço do Evangelho:
- "Estou pronto... chegou a minha hora... combati o bom combate ...
terminei a corrida... conservei a fé...
- E agora aguardo o prêmio dos justos...
- O Senhor esteve comigo... a ele GLÓRIA..."
A própria Morte ele a vê como a Libertação definitiva...

* Suas palavras são um "testamento espiritual" sereno e alegre,
consciente do dever cumprido..
Modelo de Missionário ardoroso e entusiasta...

No Evangelho, Pedro faz a Profissão de Fé e recebe o Primado. (Mt 16, 13-19)

O texto tem duas Partes:
- A primeira de caráter cristológico:
centra-se em CRISTO e na definição de sua identidade:
"Tu és o Cristo, o Filho de Deus Vivo".
- Na segunda de caráter eclesiológico:
centra-se na IGREJA que Jesus convoca à volta de Pedro:
"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja".
A base ("Rocha") firme sobre a qual vai se assentar a Igreja de Jesus
é a fé que Pedro e a Comunidade dos discípulos professaram:
a fé em Jesus como o "Messias, Filho de Deus vivo".

Dessa adesão, nasce a Igreja, a Comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro.
A Pedro e à Comunidade dos discípulos é confiado o poder das chaves,
isto é, a autoridade para interpretar as palavras de Jesus,
às novas necessidades e situações e para acolher ou não
novos membros na dos discípulos do Reino.
Pedro torna-se assim uma figura de referência para os primeiros cristãos e desempenha uma papel de primeiro plano na animação da igreja nascente.

+ PEDRO E PAULO são figuras gigantescas da Igreja primitiva,
que tinha a missão de continuar a OBRA salvadora de Cristo...

Na Igreja, Pedro recebe poderes para desempenhar a sua missão:
Por isso, nem o poder do inferno terá vez contra ela...

E essa promessa de Cristo não é apenas à pessoa de Pedro.
Se a Igreja deve permanecer, mesmo depois da morte de Pedro,
devemos admitir que os poderes concedidos a Pedro,
passem também aos seus legítimos sucessores, que são os PAPAS...

Por isso, nesse dia celebramos também o DIA DO PAPA,
que ainda hoje continua sendo sinal de unidade e de comunhão na fé.

O Papa é o chefe visível da Igreja na terra.
Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje, com mudanças rápidas e violentas...
com contestações dentro e fora da Igreja...
Como é difícil saber discernir, no meio de tantas turbulências!...

Ele merece o nosso amor...
mas que não seja um amor só de palavras, mas um amor concreto...
Rezando por ele... escutando a sua voz... e praticando seus ensinamentos...

Relembrando as figuras de São Pedro e São Paulo, perguntemo-nos:
- Damos testemunho de Cristo, como eles, no ambiente em que vivemos?
- Acreditamos que somos responsáveis pela continuação do Projeto de Deus?

Relembrando a figura do Papa,
continuemos a nossa oração, pedindo a Deus que lhe dê:
- MUITA LUZ... para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja... e
- MUITA FORÇA... para enfrentar com otimismo e alegria
as contestações do mundo moderno...

Encerramos hoje o ANO PAULINO.
Graças ao entusiasmo desse Apóstolo, a Igreja avançou no espaço e no tempo.
Sejamos continuadores dessa maravilhosa obra inaugurada por Cristo.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.06.2009
do site: http://www.buscandonovasaguas.com/

Saturday, June 20, 2009

Liturgia do 12º Domingo Comum 21/06/09

A Tempestade

Olhando o mundo em que vivemos, muitas vezes
temos a sensação de estar num mar agitado e perturbado.
Onde está Deus nos momentos de sofrimento e dificuldade?

As Leituras bíblicas de hoje nos dizem
que o homem não está sozinho, abandonado à própria sorte;
Deus está sempre presente e atento na "barca" de nossa vida,
mesmo quando parece estar "dormindo".
Basta acreditar nessa presença constante e atuante.

Na 1a Leitura, temos a experiência de Jó. (Jó 38, 1.8-11)

- Jó foi um homem bom e justo, que de repente foi atingido pela desgraça,
que lhe rouba a riqueza, a família e a própria saúde.
Jó questiona o sofrimento do justo inocente e o papel de Deus nele.
- O texto é uma Resposta de Deus ao desespero de Jó:
Destaca a soberania de Deus sobre as forças que geram o mal,
simbolizados pelo mar.

* Jó entendeu que Deus está presente na história humana e nos conduz,
apesar das armadilhas da história, ao encontro da nossa realização.
Resta entregar-se em suas mãos com humildade e confiar nele.
Essa leitura nos prepara para entender o evangelho de hoje,
em que Jesus "domina até as ondas do mar e elas lhe obedecem..."

Na 2ª Leitura São Paulo afirma que o nosso Deus não é um Deus indiferente, que deixa os homens abandonados à sua sorte.
Seu amor sustenta a vida e a missão dos cristãos... (2 Cor 5,14-17)

No Evangelho, temos a experiência dos Apóstolos:
Jesus está na barca dos discípulos e acalma a TEMPESTADE. (Mc 4, 35-41)

- É noite… Jesus está cansado… dorme… Surge a tempestade…
- Os Apóstolos apavorados… o acordam…
- Jesus está presente no barco dos discípulos, acalma a tempestade
e os questiona: "Por que estais com medo, homens de pouca fé?"
- E eles: "Quem é esse homem a quem até o vento e o mar obedecem?"

* Detalhes a aprofundar:
- "Mar" e "noite" significam uma realidade de medo, sem perspectivas...
- O "barco" é o símbolo da comunidade de Jesus que navega pela história...
- Jesus está no "barco", mas é conduzido pelos discípulos...
- Para a "outra margem", ao encontro dos pagãos...
- Jesus "dorme": é a sua aparente ausência ao longo da "viagem".
- A "tempestade" significa as dificuldades que o mundo opõe à missão...
- Jesus aparece como o Deus que é capaz de dominar o mar e as forças hostis.
- "Quem é esse homem?"
Os discípulos reconhecem que Jesus é o Deus presente no meio dos homens,
e a quem são convidados a aderir, confiar e obedecer com total entrega.

+ O texto não é uma crônica de viagem de Jesus com os discípulos no lago.
É uma Catequese sobre a caminhada dos discípulos em missão no mundo,
escrita numa época em que a Igreja enfrentava sérias "tempestades"...
Para enfrentá-las, os discípulos não devem temer, porque não estão sozinhos...
A Palavra de Jesus acalma a tempestade, fortalece a fé dos discípulos e
assegura a vitória sobre todas as forças hostis.

+ Nós também às vezes no mar agitado da vida
nos sentimos sós e incapazes de reagir.

- Na Barca de nossa vida: desanimados… preocupados…
"Deus se esqueceu de mim!" Esquecemos que Cristo está conosco…
- Na Barca de nossa família: com ondas agitadas de problemas familiares:
O Cristo está presente nela? Ele tem um lugar nela?
- Na Barca da Igreja: preocupados com as seitas... os escândalos...
Cristo nos garante: "Estarei convosco até o fim dos tempos…"
"As portas do inferno não terão vez contra ela"
- No Barco dos migrantes e refugiados, que partem esperançosos e
percebem que "o Mundo não é a Pátria de todos".
E são recebidos com indiferença, ou até com violência,
porque NÃO EXISTE JUSTIÇA PARA TODOS.

Nessas horas, nossa fé fica transtornada e murmuramos como Jó….
Ou trememos como os discípulos no lago...
"Onde está Deus?" Parece que está dormindo... Deve ser acordado...

O silêncio de Deus nos desconcerta e nos incute medo... Deus deixa
as coisas aconteceram e no momento oportuno manifesta o seu poder.

+ Jesus censura a falta de fé dos apóstolos:
"Por que duvidastes, homens de pouca fé?"
Eles só se lembram dele quando se encontram numa situação desesperadora.
* Quantos cristãos que só pensam em Deus, na hora de "tempestade"...

+ No final da narrativa, os discípulos se perguntam:
"Quem é este homem, a quem até o vento e mar obedecem?"

Na Bíblia, aparece que só Deus tem o poder de dominar as ondas do mar.
Essa narrativa de Marcos, que no evangelho deseja mostrar "quem é Jesus", revela que em Jesus reside a mesma força de Deus. É uma Resposta à pergunta: "Quem é Jesus" e uma Profissão de fé de Marcos na divindade de Cristo.
Ele se manifesta com poder divino. Podemos confiar Nele!...
- Renovemos também nossa fé em Jesus e dele receberemos novo vigor
para enfrentar as tempestades da vida.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 21.06.2009
Do site:www.buscandonovasaguas.com

Sunday, June 14, 2009

O Ano Litúrgico


O ano civil tem 365 dias. Começa no dia 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro. O Ano Litúrgico é diferente. Ele começa no primeiro domingo do Advento (quatro domingos antes do Natal) e termina com a festa de Cristo Rei, último domingo antes do Advento.
Isso acontece porque a liturgia é marcada pelo Domingo, dia da semana em que Cristo ressuscitou. Por esse motivo, o domingo é tido com o principal dia de festa, e de todos eles o mais importante é o de Páscoa, ressurreição do Senhor. O calendário civil é marcado pelo movimento da Terra. O calendário litúrgico é marcado pela história da salvação.
Contudo, o calendário litúrgico se serve dos meses do calendário civil para associar determinados dias do mês a algumas solenidades e festas do Senhor, outras solenidades, festas e memórias da Mãe de Deus e dos Santos.
Durante o ano litúrgico, a Igreja tem leituras bíblicas apropriadas para cada celebração, só dos santos chegam a 161 comemorações, destas apenas 10 têm leituras próprias. São 15 solenidades e 25 festas com leituras obrigatórias, 64 comemorações necessárias e 94 comemorações facultativas com leituras opcionais. O calendário apresenta também 44 leituras referentes à ressurreição de Jesus Cristo, além de diversas leituras para os Santos, Doutores da Igreja, Mártires, Virgens, Pastores e Nossa Senhora.
O ano litúrgico é dividido em tempos, conforme o tema que é celebrado, mesmo que o fato principal da celebração seja sempre o mistério de Cristo.
Os cinco tempos litúrgicos são:
1) Advento;
2) Natal;
2) Quaresma;
4) Páscoa;
5) Comum;
Conforme o tempo, os paramentos do sacerdote têm uma cor que simboliza o sentido de cada aspecto celebrado.
Advento: É o tempo do ano litúrgico que vem antes do Natal. Significa “chegada” ou “está chegando”. É uma preparação para a festa do Natal. Começa quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. A cor dos paramentos do sacerdote ou do diácono no tempo do Advento é roxa, porque é um tempo de preparação em que os fiéis se propõem a mudar de vida, para acolher Jesus que nasce. Uma exceção é a cor usada no terceiro domingo, chamado Gaudete: nesse dia a cor é rosa.
Natal
: Festa do nascimento de Jesus, celebrada no dia 25 de dezembro. O tempo do Natal vai do dia 25 de dezembro até duas semanas depois, com a festa de Maria, Mãe de Deus, no dia primeiro do ano, e a Epifania do Senhor, chamada de dia de Reis, no domingo mais próximo ao dia 06 de janeiro. A cor dos paramentos é o branco,símbolo da alegria.
Quaresma: Tempo que dura quarenta dias e vai desde a quarta-feira de cinzas até o sábado na véspera do Domingo de Ramos. A cor dos paramentos é roxa, sinal de penitência e humildade. A penitência da Quaresma deve ajudar a conversão, que se faz pela prática da oração, jejum e esmola. No quarto domingo da Quaresma os paramentos podem ser de cor rosa, antecipando a alegria da ressurreição. Durante a Quaresma não se reza ou canta o Glória nem o Aleluia.
Páscoa: Festa da ressurreição de Cristo. É a Eucaristia mais solene do ano litúrgico, sinal de vida nova, depois da conversão acontecida na Quaresma. É o tempo litúrgico que começa com a vigília Pascal e se estende até o domingo de Pentecostes. Durante o tempo litúrgico da Páscoa, os paramentos devem ser da cor branca e o círio pascal deve ser mantido junto ao altar.
Tempo Comum: É o tempo mais longo do ano litúrgico. São 33 ou 34 semanas em que não se celebra nenhum aspecto especial do mistério de Cristo, como no Natal ou na Páscoa. O Tempo Comum distribui-se por dois momentos distintos do ano: o que fica entre a Epifania e a Quaresma e o que percorre o longo período de Pentecostes ao Advento. Durante o Tempo Comum a cor litúrgica é o verde.
Do site: http://paulinos.org.br/novo/blog/?p=70

Wednesday, June 10, 2009

CORPUS CHRISTI - 2009

O Sangue da Nova Aliança

Celebraremos nesta quinta(11/06) a festa de Corpus Christi,
a festa do Corpo e Sangue de Cristo,
a festa popular da Eucaristia.
Esta celebração nos faz compreender melhor
a Nova Aliança e o significado do Sacrifício de Cristo.

As três leituras apresentam a EUCARISTIA
como o Sacramento da Nova Aliança.
A antiga Aliança com Deus dá lugar à Nova Aliança em Cristo,
da qual participamos na Eucaristia.

A 1ª Leitura descreve o rito da ANTIGA ALIANÇA:
É uma premissa para entender o sentido da Eucaristia. (Ex 24,3-8)

Os antigos selavam um contrato de aliança com o sangue das vítimas oferecidas.
Moisés lembra as palavras e a Lei de Deus e
o povo se comprometeu a pô-las em prática.
Então Moisés asperge o povo com o sangue das vítimas o altar e o Povo.
O sangue, que é vida indica que a aliança é vital;
derramando sobre o Altar e o povo, indica que entre o povo e Deus há comunhão:
na fidelidade à aliança, o povo vive da vida de Deus.

Os dez mandamentos são um dos primeiros documentos
que reúnem os principais direitos do homem: direito à vida, à família,
à dignidade, à informação e expressão, à propriedade.

Essa Aliança foi rompida e restaurada inúmeras vezes.
Por isso, Deus promete, pela boca dos profetas,
uma NOVA ALIANÇA, que será cumprida com fidelidade.

A 2ª Leitura nos fala da NOVA ALIANÇA. (Hb 9,11-15)


O Sangue derramado de Cristo sela uma Aliança nova e definitiva
entre Deus e a humanidade.
Esta não precisará mais o sangue dos animais sacrificados.
Será um sacrifício definitivo, que não se repetirá,
só se atualizará continuamente na Eucaristia.

O Evangelho apresenta as características essenciais do Sacrifício de Cristo.

Cristo, oferecendo-se para a imolação, opera a libertação integral e definitiva.
Doa a sua vida como sacrifício da Nova Aliança e
ratifica essa Aliança definitiva entre Deus e os homens
através do seu sangue. (Mc 14,12-16.22-26)

A Aliança do Amor

Esta nova Aliança, selada com o sangue de Cristo,
supõe uma novidade radical nas relações entre os homens e Deus,
porque nova é a relação de Deus com os homens por Jesus Cristo.
Esta relação é a religião do amor.

Agora sim podemos compreender que Deus é amor.
Agora podemos estar seguros de uma coisa:
que Deus é antes de tudo "aquele que nos ama sem medida".
Agora devemos compreender que o cristianismo, que vem de Cristo,
é a religião do amor, da caridade, da solidariedade.

+ A Eucaristia é a mais bela invenção do amor

Pelo seu amor para conosco, Jesus reuniu na Eucaristia um sinal
provocado por sua ausência e o realismo de sua divina e humana presença.
Ele quis que o mesmo gesto de amor
fosse oferecido a todos os homens de todos os tempos.
Jesus desapareceu, ausentando-se na Ascensão.
Desde então, Senhor do espaço e do tempo,
pode abraçar com um só olhar todo o universo e sua história.
Esta distância esconde uma presença sempre real,
embora mais discreta para poder ser mais universal.

No sinal do Pão partido sobre a mesa da Igreja,
está a realidade da pessoa de Cristo, crucificado e ressuscitado,
verdadeiramente presente para nós.
Seu poder e amor infinito não ficam reduzidos a um puro símbolo
que lembra somente sua passagem por este mundo.
Ele quis permanecer conosco, realmente presente,
no pão partido e no cálice consagrado da nova aliança.

A Eucaristia é um véu sutil, que encobre a presença de Cristo
através do banquete divino.
No altar de todas as igrejas, no sacrário do templo mais simples,
no ostensório mais artístico que sai hoje em procissão pelas ruas das cidades,
Jesus, o Salvador, o Senhor, está verdadeiramente presente.
A Eucaristia é a mais bela invenção do amor de Cristo.

A Celebração da Eucaristia relembra aos peregrinos nesta terra,
a festa eterna, que é preparada para o fim dos tempos,
quando o Reino de Deus se manifestará em toda a sua plenitude.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa
Do site: www.buscandonovasaguas.com

Friday, June 5, 2009

A TRINDADE

A festa da TRINDADE nos convida a refletir
sobre o Mistério da vida íntima de Deus e
conhecer melhor quem é nosso Deus.
Ele se revela como Pai, Filho e Espírito Santo.
Deus, que conduz nossa história, nos faz seus filhos
e está conosco para sempre.

A 1ª Leitura apresenta o Deus da ALIANÇA. (Dt 4, 32-34.39-40)

É parte de um discurso de Moisés, no final de sua vida,
em que resume a Aliança e suas exigências.
Convida Israel a contemplar a história e o contínuo empenho do Senhor
no sentido de oferecer ao seu povo a Vida e a Salvação.
E dá pistas para reconhecer o verdadeiro rosto de Deus.

É um Deus que estabelece COMUNHÃO e familiaridade com seu Povo.
Vem ao encontro dos homens, fala com eles,
indica-lhes caminhos seguros de liberdade e de vida,
está sempre atento aos problemas dos homens,
intervém no mundo para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime
e para nos oferecer perspectivas de vida plena e verdadeira.

- E conclui convidando o Povo a cumprir os mandamentos do Senhor,
pois são sugestões de um Deus que nos ama
e quer a nossa felicidade e a nossa plena realização.

* O Antigo testamento não conhecia o Mistério da Trindade.
Nessa etapa, aparece a UNICIDADE e a ESPIRITUALIDADE de Deus,
assim como os atributos de ONIPOTÊNCIA e MISERICÓRDIA

Na 2ª Leitura, S. Paulo ressalta que mediante o Espírito
podemos chamar Deus de "Abba", "PAI". (Rm 8,14-17)

No Evangelho, Jesus envia os discípulos em Missão
para pregar o Evangelho e Batizar em nome da TRINDADE. (Mt 28,16-20)

O texto descreve o encontro final entre Jesus e os discípulos.
Nele aparece uma fórmula trinitária usada no batismo cristão.
Ser batizado é estabelecer uma relação pessoal com a comunidade trinitária.
Os discípulos recebem a missão de introduzir todos os homens
na família de Deus.

+ A celebração da festa da Trindade
não é um convite para decifrar o Mistério de um Deus em três pessoas,
mas um convite para contemplar Deus que é AMOR
e vive em comunhão de pessoas e
nos convida a participar da vida íntima de Deus.
O Prefácio de hoje afirma:
"Com o vosso Filho único e o Espírito Santo sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus.
Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito de vossa glória
atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo.
E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro,
adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade".

Esse Mistério é algo tão sublime, que supera nossa capacidade de compreender,
mas podemos e devemos crescer no conhecimento de Deus...
Sabemos da existência desse Mistério, porque Jesus nos revelou.

Por que Cristo nos revelou esse Mistério?

+ Certamente, não foi para ser um problema para nossa compreensão.
Pelo contrário, porque Deus nos ama, ele quer
que participemos ainda mais de perto de sua vida de amor.
O próprio Cristo nos apontou o modo:
"Se alguém me ama, guardará as minhas palavras;
e meu Pai o amará e nós viremos a ele e
faremos nele a nossa morada..."

Que verdade consoladora: a nossa pessoa ser um Templo da Trindade...
- Em nós está o PAI, que nos chamou do nada, insuflou-nos o sopro da vida,
deu-nos um nome, confiou-nos uma missão.
- Em nós está o FILHO, que entregou sua vida por nós,
imagem do Filho de Deus a ser imitada e reproduzida por todos nós.
- Em nós está o ESPÍRITO SANTO,
que nos ilumina e fortalece nos caminhos de Deus.

E toda essa maravilha começou em nós desde o nosso BATISMO.
Ao longo de nossa vida, temos a missão de guardar com todo o cuidado.

+ A Santíssima Trindade é a melhor Comunidade.
Nela somos chamados a renovar o nosso compromisso batismal,
de ser reflexos da Trindade, sinais de comunhão, partilha e esperança,
num mundo tão dividido, individualista e desesperançado.
Crer na Trindade é viver a fé profundamente e experimentar pessoalmente o Amor do Pai. Quem crê na Trindade é também solidário com todos os homens.

- A Bíblia nos conta que em Moisés, após ter falado com Deus,
dois raios de luz tão intensa iluminavam sua face,
que não podiam olhar para ele...

Que todos quantos nos encontrarem nessa semana,
após esse nosso encontro com Deus nessa celebração,
possam ver em nós, alguém que também se encontrou com seu Deus...

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 07.06.2009
Do site: www.buscandonovasaguas.com

Thursday, May 21, 2009

Ascensão do Senhor


“Depois de dizer isso, Jesus foi elevado aos céus, a vista deles. Uma nuvem os encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo. Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia” (At 1,9-10)
O texto dos Atos dos Apóstolos descreve o centro do mistério que se celebra na Solenidade da Ascensão do Senhor: Jesus sobe aos céus e, a partir daquele momento, sua presença entre nós manifesta-se de outros modos: nos sacramentos, na Palavra, na pessoa do outro e pela vida de união íntima ao Mestre, como um ramo de videira unido ao seu tronco (Jo 15,1-8).
Uma presença que se caracteriza pela atividade da Igreja através dos discípulos do Senhor.
É nesse sentido que a Ascensão do Senhor conclui, de modo glorioso, a vida pública de Jesus e delega compromissos missionários e organizacionais à comunidade, aos discípulos e discípulas.
 

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