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Thursday, January 20, 2011

Fatores que inibem a criatividade em uma empresa

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10 fatores que inibem a criatividade dos colaboradores

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br  

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Quando se pensa em empresa competitiva, já se faz uma alusão de que a organização conta com equipes formadas por profissionais capacitados, que apresentam ideias, tomam iniciativas que solucionam questões internas e possuem um potencial criativo destacado.

Apesar disso, infelizmente, ainda há ambientes de trabalho em que a criatividade dos colaboradores não aflora devido a determinados fatores. Com isso, perde a empresa e o profissional que perde a oportunidade de contribuir e até mesmo de se desenvolver. Abaixo, confira alguns indicadores que contribuem para a ausência da criatividade nas organizações.

1 - Falta de abertura na empresa, para que os profissionais apresentem inovações, novos processos, propostas que aparentemente simples, mas que quando aplicadas na prática podem otimizar os processos internos.

2 - Receio dos colaboradores de sofrerem algum tipo de retaliação, caso a ideia apresentada à empresa não alcance os resultados esperados. Para muitas empresas, o profissional em momento algum pode cometer erros, mesmo que isso ocorra em processos pioneiros e que só a prática permitirá o seu aperfeiçoamento.

3 - "Já tentaram mudar esse processo, mas nunca deu resultados", "Se está tudo funcionando bem, por que tentar mudar?", "Se eu você ficaria calado, porque vão achar sua proposta uma grande bobagem ". Expressões como essas servem como um balde d'água gelada para o profissional mais motivado, quanto mais para os que tentam sair da zona de conforto, por exemplo.

4 - "Em time que está ganhando, não de mexe e nem se muda os processos!". Esse velho ditado popular já não tem mais espaço no ambiente corporativo, porque por mais que os colaboradores apresentem uma boa performance, sempre haverá alguém que queira inovar, sair da mesmice, ou seja, ficar bem longe do comodismo.

5 - Presença de líderes inseguros, que "cortam" qualquer proposta criativa que seja apresentada por um membro da sua equipe. Isso ocorre porque, a todo custo, o gestor quer manter sua posição e se sente ameaçado quando alguém começa a se destacar dos demais que estão à sua volta.

6 - Tecnologias novas só geram custo, inclusive para treinar os colaboradores. Se uma empresa adota uma postura similar a essa, está caminhando para um "buraco negro" por dois motivos. Primeiro porque deixa de acompanhar as tendências do mercado e perde espaço para a concorrência. Segundo: os profissionais criativos tendem a procurar novos desafios no mercado de trabalho.

7 - Um ambiente tenso de trabalho é um verdadeiro inimigo da criatividade, pois as pessoas passam a ser vítimas do estresse e, consequentemente, a mente perde espaço para a inovação e cede lugar para uma bagagem de tensões.

8 - Metas impossíveis de serem alcançadas. Com a extrema competitividade do mercado, há gestor que espreme sua equipe para apresentar resultados imediatos, mas sem qualquer respaldo técnico e tempo necessário para a conclusão das atividades. Isso é muito comum no dia a dia de organizações que contam com líderes tiramos.

9 - Ausência de espírito de equipe. Muitas vezes, um profissional tem uma proposta que precisa ser aprimorada antes de apresentar ao seu gestor. No entanto, ele não se sente seguro em compartilhar sua ideia seja "roubada", caso peça ajuda a um colega de trabalho.

10 - Inexistência de ações ou programas que estimulem a criatividade como, por exemplo, dinâmicas que podem estimular os profissionais a quebrarem paradigmas. Nesse caso a atuação direta da área de Recursos Humanos torna-se fundamental, pois estimular o potencial criativo dos funcionários deve ser uma ação periódica.

Fonte: RH.com.br - O site de referência sobre Gestão de Pessoas.

Thursday, January 6, 2011

Como administrar melhor o seu tempo...

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O que fazer para administrar melhor o seu tempo?

O que fazer para administrar melhor o seu tempo?


Em entrevista ao RH.com.br, o palestrante Marcelo Ortega, apresenta os elementos causadores de desperdício do tempo e sugere alternativas para otimizar o trabalho no ambiente corporativo. saiba mais... 

 

por Élida Bezerra

Verificar caixa de e-mail pessoal, acessar sites de noticiários, utilizar programas de mensagens instantâneas, efetuar telefonemas particulares, sair para tomar um café, bater papo com o colega da sala ao lado. Estas são algumas das ações que podem ser observadas no cotidiano das empresas durante o expediente de trabalho. As atitudes destacadas acima são apontadas como alguns dos fatores que causam de desperdício de tempo no ambiente corporativo.

Em pleno Século XXI, onde o mercado profissional exige cada vez mais que os colaboradores alcancem ou superem suas metas, é necessário que os profissionais mantenham uma agenda organizada, para que cada segundo seja aproveitado da melhor forma possível. A ausência de um planejamento eficaz ou a má administração do tempo no desenvolvimento dos trabalhos da empresa pode levar à queda da produtividade, o que acarretará prejuízos à organização.

De acordo com o palestrante internacional Marcelo Ortega, especialista em Vendas, Negociação e Liderança de Equipes Comerciais, além de autor de diversos livros e DVDs – quem administra melhor o tempo, elimina estresse, ansiedade e inúmeras dificuldades que surgem pela falta de planejamento. Em entrevista ao RH.com.br, Marcelo Ortega ressalta a importância da administração do tempo para a otimização do trabalho no ambiente pessoal e corporativo. Vale a pena dar uma conferida. Boa leitura!

RH.COM.BR - No mundo corporativo, qual a diferença do profissional que não planeja suas atividades para aqueles que administram bem o tempo?

Marcelo Ortega - A principal diferença é o controle. Um profissional que, por exemplo, leva muito trabalho para casa, certamente é estressado e perde produtividade com esse acúmulo de atividades. O tempo é um vilão para muitas pessoas, afinal, quando falta tempo para fazer nossas tarefas, a culpa sempre é nossa. No entanto, muita gente não faz planejamento de suas atividades, por incrível que pareça, por falta de tempo. Posso falar com propriedade sobre equipes de vendas, que detestam controles, tais como agenda, relatórios de produtividade, análises de oportunidades de vendas e gestão do tempo. Tudo aquilo que não for feito junto ao cliente, para um vendedor, é considerado um tormento. Mas é justamente por falta de administração do seu trabalho e do seu tempo, que vendedores começam a perder clientes, oportunidades novas e vendas.

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RH A administração do tempo depende exclusivamente das pessoas ou também de outros fatores?

Marcelo Ortega - É preciso ter pessoas e recursos alinhados, para que tudo funcione. Um profissional que faz o uso de agenda tem apenas esta, como recurso para se organizar. No entanto, ela não retrata a realidade absoluta para gestão do tempo produtivo desta pessoa, até porque, note que na agenda de cada um de nós, colocamos o que temos para fazer e não aquilo que verdadeiramente fazemos ao longo dia. Falo em termos de coisas como bate-papo com colegas, e-mails, atendimentos imprevistos para ajudar clientes, interrupções de outras pessoas e muito mais. Os fatores mais importantes para que consigamos administrar bem nosso tempo produtivo são: foco – é preciso definir aonde se quer chegar, ter metas diárias e definir uma agenda que tenha o conceito de classificação de nossas tarefas: urgente, crítico, normal e ASAP (As soon as possible - “quando possível”).

- Urgente: é tudo aquilo que é preciso fazer no mesmo dia.

- Crítico: é tudo aquilo que precisa ser acompanhado de perto, podendo ser até uma pendência que está sendo tratada por você já há alguns dias.

- Normal: é tudo aquilo que normalmente faz parte da agenda convencional.

- ASAP ou “Quando Possível”: é aquilo que normalmente serve para definir imprevistos e estes serão concluídos no menor tempo possível.

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RH - Qual a importância da organização do tempo tanto para as atividades corporativas quanto para as pessoais?

Marcelo Ortega - Quem controla seu tempo faz mais bem feito e sem estresse. Trabalhar demais estressa? Eu garanto que não, porque quando chegamos à nossa casa, depois de um dia produtivo nos negócios, da empresa, nas vendas, certamente nos sentimos satisfeitos e felizes. Mas quando levamos pendências para o dia seguinte, o sentimento de frustração e estresse é grande. Assim, tanto no campo profissional como no pessoal, para se ver livre dos males e da preocupação que isso gera, o segredo é organizar bem seu trabalho e com certa antecedência. “O bom lenhador quando descansa, afia os machados. Assim ele corta muito mais árvores em menos tempo”. As empresas atualmente treinam seus colaboradores para que aprendam o conceito de pensamento estratégico, da qual a matéria ‘Tempo’ é base para o sucesso. Não se pode controlar a mente das pessoas; cartão de ponto não se usa mais - salvo exceções, como fábricas. Por isso, o líder deve educar sua equipe de como é importante que cada um saiba seu papel na empresa, sobretudo, sua importância em seu produtivo. Agora não posso deixar de comentar que passamos muito pouco tempo com nossas famílias, quero dizer, se você é como eu e trabalha em média 12 horas por dia. Isso é absolutamente crítico para quem quer ter qualidade de vida. No meu caso, procuro deixar trabalho no trabalho e me dedico por inteiro aos meus familiares.

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RH - Nas atividades do meio organizacional, há fatores que dispersam o tempo dos profissionais?

Marcelo Ortega - E-mails, bate-papos e muito mais. Muitos hábitos levam a dispersão de tempo e o pior, eles se tornam parte da rotina, talvez a maior vilã na empresa. Basta ver que tem pessoas que saem para fumar, bater papo, tomar café e repetem isso várias vezes ao dia com outras pessoas que assumem o mesmo hábito. Não tem nada errado em ter momentos de interação e descontração, mas uma empresa que convive com dez paradas diárias como estas, pode perder entre 10 e 20% da produtividade. Outro exemplo, o tal “casual day" ou “Dia Casual”, normalmente às sextas-feiras, as pessoas deixam seus trajes sociais e passam a se vestir e agir como da mesma forma. A conseqüência, uma vez falando de equipes comerciais, é a redução de até 15% do resultado. Vendedores deixam de visitar clientes nestes dias, passam a ser menos eficazes e produtivos, marcam poucas visitas, mudam seu ritmo. O que eu quero deixar registrado também é que você pode não trabalhar com traje social e ainda assim agir como “casual day". E por fim, confesso que o que mais faz com que as pessoas sejam menos produtivas ainda é a questão da preferência. Não se trata de rotina, mas daquilo que preferimos fazer. Por exemplo, na descrição do seu cargo, você tem lá mais de dez atividades diárias que devem ser feitas, mas existem duas ou três que não gosta e, portanto, prefere não fazê-las em detrimento de outras duas ou três atividades que ama fazer. Oras, isso é um grande paradoxo e um problema para você e para sua empresa. Defina que precisa de tempo para fazer tudo aquilo que te compete e jamais deixe algo pendente ou mal feito.

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RH - De que forma esses elementos que desperdiçam o tempo podem prejudicar o bom andamento do trabalho dos colaboradores?

Marcelo Ortega - Elementos como a rotina, levam ao comodismo e à tentativa de manter sempre os mesmos resultados. Normalmente, quem faz sempre do mesmo jeito, tem sempre os mesmo resultados. Mas em pleno século XXI, quem age da mesma forma, pára de produzir como antes e nunca mais terá os mesmos resultados. Os clientes compram como compravam há dez anos? Nem mesmo o fazem como o faziam há cinco anos? O mundo está em absoluta renovação, nos negócios e na vida; perder tempo é perder dinheiro, como diz o ditado. Eu acrescentaria dizendo que perder tempo é fazer menos e com menos. Menos resultados com menos tempo de vida. O nosso negócio deve ser fazer mais com menos: mais qualidade, mais inovação, mais aderência com cliente, mais entusiasmo mesmo que tenhamos menos chances, menos preparo físico, menos dinheiro ou tempo de vida.

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RH - É possível educar o tempo diante da correria cotidiana?

Marcelo Ortega - Educar-se ao tempo seria o correto. É plenamente possível e satisfatório quando a gente consegue estabelecer um centro de comando de nossas metas, nosso trabalho diário e nosso tempo para executá-los. Não se pode construir nada de concreto sem que se saiba quando e onde se quer chegar. Um modelo mental adequado para se tornar um “senhor do tempo”, é pensar estrategicamente: o que deveria ter feito ontem para chegar onde quer estar amanhã. Dividir objetivos em partes, definir estratégias secundárias ou planos alternativos, caso algo não dê certo. Determine suas metas – curto, médio e longo prazos – e estabeleça um tempo para fazê-las acontecer. Descubra o quão prazeroso é atingir o prazo estipulado, ou antes dele. Comece com metas pequenas e depois defina metas maiores, pois as menores lhe dão confiança para chegar aonde quiser.

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RH - Como fazer isso na prática?

Marcelo Ortega - Na prática, é preciso ter uma agenda, definir suas atividades diárias, estabelecendo se são críticas, urgentes, normais ou ASAP. Enumere ainda aonde quer chegar com um conjunto de atividades, por exemplo: se você é gerente de produção, determine suas atividades de liderança e gerenciamento da equipe associadas a resultados esperados. Se você treinou uma pessoa, talvez quando ela mostrar resultados, sua meta seja atingida. Portanto, valide dia após dia aquilo que fez e quando fez. Outro desafio prático é que em sua agenda, caso você a utilize, sejam colocadas as atividades que tem para fazer amanhã, mas quando chegar o momento, você anote em uma folha à parte tudo o que realmente faz, incluindo cafezinhos, leitura de e-mails, bate-papo. No outro dia compare aquilo que anotou na agenda com aquilo que anotou neste papel e veja as discrepâncias.

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RH - Como o profissional pode organizar a agenda para que a mesma se torne mais produtiva?

Marcelo Ortega - Defina metas e aquilo que precisará para atingi-las. Decida ter foco e disciplina para ser produtivo, acima de tudo; isso é uma questão de escolha. Se a gente consegue ou não, só a vontade é que vai melhorar você. Costumo dizer a vendedores que se melhorarmos 1% ao dia, passaremos de quatro vezes melhores ao final de um ano. O tempo é valioso e interessante para continuarmos conjecturando sobre ele. Quer organizar sua agenda? Procure definir sempre um dia antes aquilo que fará, mas lembre-se de ter flexibilidade com clientes e colegas que precisa e, principalmente, coloque-se na sua agenda. Vá jantar com sua família, faça do seu tempo algo para você como esportes, lazer, cultura.

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RH - É possível avaliar o planejamento realizado, através da otimização do tempo?

Marcelo Ortega - Planejamento sempre visa um bom gerenciamento de tempo. Agora, não existe certo ou errado; o que existe é o resultado. Não significa que fazer rápido é fazer bem feito, a gente sabe muito bem disso. No entanto, profissionais que dedicam tempo para pensar com objetividade no seu resultado, voltam para casa mais felizes e com mais tempo para a família. Para saber ou avaliar seu plano, dedique algum tempo e meça em especial fatores, como respostas de clientes, indicadores de produtividade, feedback do seu líder na empresa. Você precisa medir se está no caminho certo e isso ninguém vai te dar de “mão beijada”.

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RH - Depois de ter organizado a agenda e de ter seguido as recomendações, qual o próximo passo que o profissional deve adotar para aproveitar melhor o tempo?

Marcelo Ortega - Ação e determinação. Coloque algumas idéias em prática já e com muito entusiasmo. Outra coisa: evite pré-julgar que tudo pode levar muito tempo - em excesso - ou pouco tempo - insuficiente. Um dos maiores problemas de quem atua em vendas, marketing, entre outras áreas, é que simplesmente define tempo em excesso para fazer algumas coisas e outras nem tanto. Faltar ou sobrar, nada disso nos serve. Quanto mais você planejar, melhor fica a rotina do departamento e saindo desta rotina, suas chances de subir ao pódio é muito maior. Procure exercitar sua paciência e persistência, elementos primordiais para quem atua com clientes. Jamais marque compromissos e desmarque. Atue de forma tranqüila, procure vender idéias e ser convincente. Melhore seu fechamento em vendas, se for o seu caso, aplicando técnicas e idéias preparadas antes da venda. Isso abrevia o resultado e faz com que cresça na empresa.

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RH - A otimização do tempo influencia a melhoria da qualidade de vida no trabalho e no campo pessoal?

Marcelo Ortega - Sem dúvida alguma, pois muita gente tem trabalhado as mesmas 12 horas que eu, no entanto, com dobro de estresse e preocupações. Trabalhar de forma reativa é atuar no tal “deixa a vida me levar”, que fica bem na música e que agora não nos serve para nada. Ser uma pessoa pró-ativa é ter iniciativa, controle do seu tempo e absoluta segurança do seu trabalho. Você se sente assim? Mas poderia! Basta definir o que é qualidade de vida para você e sua família; estabelecer metas e fazer que as pessoas comprem a idéia, por exemplo, vou trabalhar todo dia até as 22 horas, mas com o resultado irei comprar uma casinha na praia. Finalmente, mais um grande conselho: invista em coisas que o ajudarão a ser um melhor administrador e realizador.

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RH - Quem precisa que o dia tenha 48 horas é um “caso perdido”?

Marcelo Ortega - Pelo contrário, sempre há tempo. Aplique algumas das idéias que aqui descrevi, pois falo como um consultor e especialista em treinamentos, que não tinha tempo para nada até poucos anos atrás. Aprendi que o melhor jeito de organizar seu dia é fazendo o básico, agenda, análises de prioridades, estabelecimento de metas diárias e obtendo cooperação através da venda de idéias. Como líder de equipes comerciais há 18 anos, aprendi que tempo é o bem mais valioso e que não se pode desperdiçá-lo jamais. Vendedores fazem seu tempo e salário. Por isso, tenha a certeza de que seu tempo é questão de preferência e a gente abre-mão de fazer algumas coisas em detrimento de outras. Mas, se analisar o conjunto da obra e entender a importância de tudo aquilo que faz umas mais, outras menos importantes, podendo ser agora ou depois, não importa, saberá que a causa é sempre mais importante que a conseqüência. Ninguém gosta de executar tarefas, mas as pessoas agora fazem a diferença. Planeje seu dia de acordo com seus objetivos e causas e trabalhe de acordo com seu plano.

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Élida Bezerra
Estudante de Jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau.

+ sobre o autor...

Fonte: www.rh.com.br

Tuesday, November 16, 2010

Como se preparar para uma entrevista de emprego!

 
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Entrevista de emprego

 
Assista o vídeo abaixo que dá dicas importantes de como se preparar antes de uma entrevista de emprego.
 
Se prepare, mantenha a tranquilidade e boa sorte!
 
 



Tuesday, November 9, 2010

Os 10 mandamentos da dinâmica de grupo

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Os 10 mandamentos da dinâmica de grupo

Confira as dicas de especialistas para ter êxito durante o processo

Por Clarissa Janini

Um dos recursos mais utilizados em seleções de emprego na atualidade, a dinâmica de grupo visa avaliar como o candidato se relaciona com outras pessoas e se suas atitudes durante o processo se adequam ao perfil da empresa e da vaga oferecida. Mas não é fácil ter sucesso em um procedimento com tantas exigências: desinibição, criatividade, pró-atividade...“A dinâmica é um instrumento muito poderoso, e que, por isso mesmo, deve ser aplicado com muito bom senso, profissionalismo, planejamento e sensibilidade”, acredita Floriano Serra, psicólogo, diretor de RH e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica, autor do livro A Terceira Inteligência (Butterfly Editora) e colunista do Empregos.com.br.

Abaixo você encontra dez dicas preciosas, elaboradas por especialistas da área de RH e consultoria de carreira, para que sua atuação em dinâmicas de grupo seja bem lembrada pelos recrutadores.

Prepare-se muito bem

Antes do momento da dinâmica, lembre-se de checar alguns pontos, como:

  • “Na noite anterior, antes de dormir, repasse seu currículo e a forma como você irá se apresentar” – Regina Silva, sócia-diretora do Instituto Gyraser.

  • “Esteja muito bem informado sobre a empresa. ‘Fuce’ o site, descubra quem são os concorrentes, em que posição está no mercado” – Carla Dalla Zanna, consultora da Marcondes & Consultores Associados.

  • “Chegue um pouco antes ao local para evitar aumentar sua ansiedade” – Regina Silva

Cuide da sua imagem

Uma boa apresentação começa no vestuário. Siga as dicas do consultor e coach em marketing pessoal Sílvio Celestino:

  • “Roupa e imagem têm de transmitir credibilidade. Uma boa dica é basear-se no vestuário de apresentadores de telejornal, como da Globo ou GloboNews. Eles possuem um departamento específico que estuda a melhor maneira de se vestir no ambiente de trabalho”;

  • “As mulheres devem tomar um certo cuidado, pois devem transmitir credibilidade e não sensualidade”;

  • “É fato que o sapato revela muito sobre a aparência da pessoa, e os recrutadores reparam nisso. Portanto, o calçado deve estar sempre impecável, parecendo novo”.

Seja honesto e protagonista

Ser você mesmo é o principal conselho de todos os especialistas ouvidos pelo empregos.com.br.

  • “O mais importante é sempre falar a verdade, fruto da sua própria experiência. Você deve ser responsável por tudo o que acontecer, usar de protagonismo. Se algo não der certo, não se faça de vítima e assuma suas atitudes. Uma frase de que gosto muito, de Allan Katcher, autor de Gerenciando suas Forças, é ‘Seja quem você é e jamais lamente não ser quem você não é’” – Carla Dalla Zanna

  • “Seja você mesmo, pois os profissionais que estão recrutando têm um perfil que você não conhece. Se você tentar ser o que não é, terá dois problemas: poderá ser selecionado e cobrado pelo que demonstrou na dinâmica ou poderá perder a posição por não ter o perfil que eles estavam selecionando” – Regina Silva

Seja líder, não ditador

Espírito de liderança é algo que todos os recrutadores procuram nos candidatos. Deve-se tomar cuidado, no entanto, para não confundir liderança com autoritarismo.

  • “Na medida do possível, tente liderar a dinâmica, mostrar-se pró-ativo. Porém, se você e outra pessoa entrarem em alguma disputa pela posição de líder, deixe-a com o cargo. Isso mostra que você deseja que a atividade ande para frente e, ao mesmo tempo, o torna o próprio líder, pois é como se você tivesse delegado a tarefa ao outro”. – Sílvio Celestino

Aja de acordo com o perfil da dinâmica

Cada vaga e empresa têm características distintas – você deve estar atento para agir, na dinâmica, de acordo com o cargo almejado.

  • “Lembre-se de que cada dinâmica tem um perfil diferente. Mesmo que a forma de apresentação seja similar à de outra empresa, o perfil a ser selecionado é diferente” – Regina Silva

  • “Esteja voltado para o propósito da dinâmica, assuma o personagem que o processo pede. É preciso estar bastante concentrado, saiba ouvir e falar na hora certa” – Silvio Celestino

Bom humor é fundamental

Medo e insegurança podem muitas vezes acompanhar o candidato durante o processo. Driblar esses obstáculos com humor pode fazer a diferença nos resultados.

  • “O bom humor deve estar sempre presente na dinâmica de grupo, até para ajudar a evitar ou minimizar a natural tensão, comum a toda situação competitiva. No entanto, se por um lado a dinâmica deve manter um clima e um contexto necessariamente lúdico, por outro não deve jamais ser conduzida como brincadeira inconseqüente ou como diversão dos facilitadores.” – Floriano Serra

Tenha clareza ao falar

Saber expressar-se é fundamental para ser bem compreendido e bem visto pelos recrutadores.

  • “O candidato precisa ter desenvoltura, clareza e boa comunicação, sem ser prolixo. Explanar direito suas idéias não é falar difícil, e sim ter clareza e dicção. O uso de gírias não é nada adequado, claro” – Aparecida Fonseca de Carvalho, coordenadora de Recursos Humanos da TMKT.

Não exagere na auto-promoção

Exibicionismos não são nada bem-vindos durante o processo.

  • “Ao falar de si, você deve discorrer sobre suas competências técnicas, somente. As habilidades comportamentais já estão sendo observadas de acordo com suas atitudes” – Carla Dalla Zanna

Cuidado com a sedução

“Jeitinho brasileiro” e manipulação só contam pontos negativos.

  • “Ser pró-ativo não significa ser falante e usar de sedução. O recrutador tem capacidade para ler os sinais que a pessoa envia. Você deve ser agradável, mas não político, usando de manipulação para convencer os outros” – Carla Dalla Zanna

Mantenha a auto-estima intacta ao término do processo

Independentemente do resultado, esteja certo de que a experiência foi positiva para você.

  • “Após uma dinâmica – e, de resto, após qualquer processo seletivo – não há vencidos e vencedores, ganhadores e perdedores, melhores nem piores. O que todo processo seletivo visa é identificar o candidato que possua um perfil pessoal e profissional mais próximo e adequado ao perfil da vaga que se busca preencher. Um candidato que não ganhe a vaga pode ter o perfil ideal para outra, na mesma ou em outra empresa. Isso deve ficar muito claro para que nenhum candidato saia do processo com sua auto-estima abalada” – Floriano Serra.

Fonte: www.empregos.com.br




Wednesday, September 8, 2010

As novas profissões da internet...

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Enquanto inúmeras profissões deixam de existir ou têm de se adequar rapidamente à nova realidade do mercado, alguns setores parecem criar a cada dia uma nova função ou uma nova área de atuação.

A Internet é um dos campos mais prósperos para o surgimento de novos cargos. A inovação contínua de sistemas e a criação de novos produtos e serviços requerem um novo tipo de profissional a cada lançamento ou tendência. Quem decide entrar para esse mercado precisa estar atento, pois dedicação, atenção e aperfeiçoamento serão tarefas constantes.

Felipe de Carvalho é arquiteto da informação, atividade que tem o objetivo de desenvolver sites e sistemas baseados na Web que sejam de fácil utilização. Ele começou a trabalhar com programação e desenvolvimento de páginas da Internet antes mesmo de escolher a faculdade, "Como sempre fui autodidata, lia muitos livros relacionados não apenas à programação, mas também a conceitos importantes que tornavam o site mais atrativo para o público. Foi lendo que descobri da existência dessa área, e acabei sendo seduzido por ela."

Apesar de estar imerso em um ambiente virtual durante a maior parte do tempo, Carvalho afirma que uma das partes mais interessantes do seu trabalho é poder pensar no lado humano pela possibilidade de facilitar o acesso das pessoas à informação. "É prazeroso, e necessário, que ao desenvolver sua parte no projeto o arquiteto esteja totalmente ligado nas necessidades e comportamentos do público-alvo. Isso torna a profissão perfeita para mim", afirma.

A curiosidade parece instigar boa parte dos que trabalham com tecnologia. Descobrir algo novo e estar antenado às tendências são coisas que fazem parte da rotina desses profissionais. Fábio Espíndola, designer de interface, é prova disso: "Quando comecei a trabalhar com isso, era uma grande novidade. Na verdade, até hoje é. E o que mais me chama atenção é que sempre descubro algo novo", conta. Ele está há sete anos mercado e revela que manter-se atualizado constantemente é um dos maiores desafios de quem trabalha com Internet.

Quem pensa que o mercado está apostando apenas no desenvolvimento de páginas e ferramentas para os usuários está enganado. Uma das grandes áreas da tecnologia está relacionada ao público da Internet.

Segundo pesquisa do Ibope/NetRatings, hoje são 10 milhões de leitores de blogs só no Brasil, e sites como o Orkut, por exemplo, têm cerca de 1.300 páginas abertas mensalmente por internautas residenciais.

Para avaliar todo esse movimento, surgiram profissões como mediador de mídias sociais, que monitora comunidades virtuais, blogs e outras páginas da Web para saber qual a impressão que as pessoas têm sobre determinada empresa ou produto.

Outro cargo que tem o foco no usuário como cliente potencial é o analista de mídia online. Fábio Coelho exerce a atividade há um ano e meio, desde que surgiu a oportunidade de deixar a área de pesquisa de mercado para trabalhar com Internet. As atribuições dessa profissão podem incluir o planejamento de mídia online, a análise de dados de pesquisa e a avaliação do potencial de canais e formatos. Coelho aposta no crescimento da área: "Vejo a Internet como o futuro da mídia. Com os vetos que a mídia offline vem sofrendo e com a perda de espaço das grandes emissoras para a Internet, tudo o que consigo enxergar no momento é uma grande estabilidade profissional para as pessoas que trabalham nessa área."

Outro profissional que parece estar verdadeiramente empolgado com o futuro da profissão é o diretor de arte Adriano Frachetta, que há 11 anos trabalha na área. "O mercado está bom, porém cada vez mais exigente. Não adianta só saber usar os softwares, é preciso saber como trabalhar um texto, uma imagem, as infinitas cores, as formas e as texturas, relacionando-as ao contexto que está sendo trabalhado. É aí que vem o grande �x� da questão", descreve.

Frachetta comenta que essa visão global das atribuições está sendo muito requisitada, até para quem acaba de entrar no mercado. Por isso, ele ressalta que é importante estudar, mas sem deixar passar a oportunidade de entrar para o mercado o mais rápido possível: "A faculdade dá uma noção do mercado, mas não te prepara para um mundo que vive a �200 por hora�, tendo de entregar 10 layouts para o mesmo dia."


Para capacitar todos estes profissionais, além dos cursos convencionais, com duração de quatro anos, os tecnológicos também começam a ganhar espaço no Brasil. Nos Estados Unidos, a busca por esse tipo de formação já corresponde a 60% do ensino superior.

Marta Esteves, diretora acadêmica da ETEP, conta que a instituição percebeu essa necessidade do mercado e dos estudantes e por isso decidiu investir nos cursos tecnológicos: "Nosso objetivo é atender à demanda do mercado por profissionais que se formem mais rápido e possam ingressar no mercado de trabalho num curto espaço de tempo."

Helen Toyama, gerente de Marketing da instituição, aponta mais um diferencial dos cursos: "Eles tem uma profundidade muito maior com relação ao conteúdo e mais de 50% deste é prático, por isso os índices de empregabilidade dos alunos são tão elevados."

Mas com um mercado em constante mudança, como manter os cursos sempre atuais? Marta diz que "a faculdade tem de estar com olhos voltados para o mercado", para isso é importante ter professores atuantes, que possam apresentar para os alunos as novas tendências.

Com relação à área de atuação, os profissionais são unânimes: as oportunidades são excelentes e o futuro é promissor. Carvalho resume sua visão do mercado: "Em duas palavras, excelente e amadurecendo. Excelente porque há poucos profissionais e muitas vagas, o que facilita o ingresso de novos profissionais no mercado. Amadurecendo porque ainda há muitos arquitetos inexperientes e empresas que desconhecem os benefícios que estes profissionais podem trazer para elas".


Fonte: Catho online

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Monday, August 30, 2010

Meu Primeiro Currículo

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Como deve ser o currículo de estagiário e recém-formados?

Rosemary C. Bethancourt *

Mesmo estando em início de carreira, o estudante e o profissional recém-formado devem ter os mesmos cuidados de um profissional ao elaborar o seu curriculum.. Apesar de muitas vezes não ter atuado na área de interesse, ele deve enfatizar o seu potencial, mencionando os conhecimentos que adquiriu durante a fase de faculdade.

Utilize palavras que se identifiquem às habilidades que você aprendeu ou utilizou na universidade ou no trabalho, e destaque cada conquista obtida até o momento. Por exemplo, se o seu trabalho de conclusão do curso estiver relacionado com a área de seu interesse, mencione esta informação no currículo.

Inicie o documento com seus Dados Pessoais e Dados de Contato (endereço, telefone e e-mail). Em seguida, mencione o seu objetivo profissional, deixando clara a área de atuação de seu interesse, mas não corra o risco de utilizar uma declaração inadequada, como esta: "Procuro uma posição desafiadora, que permita que eu atualize os meus talentos, com bom potencial para crescimento profissional e salário compatível com as minhas habilidades".

Os próximos ítens são Formação Acadêmica e Idiomas. Algumas informações como escola de primeira linha e idiomas fluentes são utilizados como critério de seleção, portanto, são características que merecem destaque no currículo.

O passo seguinte é informar sobre a sua Experiência Profissional. Caso nunca tenha trabalhado, valorize o currículo incluindo atividades não-remuneradas, estágios, projetos especiais, pesquisas e trabalhos voluntários, de forma que desperte o interesse do empregador de alguma forma.

Itens como prêmios, honrarias, citações, bolsas escolares e nomeações pertencem ao item Atividades Extra-curriculares ou Destaques. Use a ordem cronológica invertida, da mais recente à mais antiga informação.
Os Cursos Complementares voltados à área de seu interesse devem ser mencionados no final do currículo.

A falta de experiência profissional é o maior obstáculo enfrentado por estudantes e profissionais recém-formados, especialmente aqueles que não estavam empregados antes de deixar a universidade, pois alguns empregadores são relutantes em contratar novatos, temendo que eles careçam de experiência para se tornarem imediatamente produtivos. Por este motivo, o currículo deve enfatizar a sua dedicação, os seus objetivos, seu comprometimento e suas expectativas, sempre realistas.

Uma outra alternativa bastante utilizada por estagiários e recém-formados é a carta de apresentação. Ela visa à divulgação do perfil profissional de forma resumida por meio de uma estrutura cursiva, sem preocupação com tópicos, o que ajuda em casos de profissionais com pouca experiência. Devem ser mencionados somente os pontos positivos de forma a demonstrar o seu poder de contribuição à empresa.

DIVULGAÇÃO: Catho Dicas


  10 Dicas para criar um currículo caprichado (parte 1)
  10 Dicas para criar um currículo caprichado (parte 2)
  O Currículo deve ser "sincero"
  A importância de um bom currículo



Wednesday, August 18, 2010

10 dicas para criar um modelo de Currículo caprichado! - Parte 2

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10 dicas para criar um modelo de Currículo caprichado  - Parte 2

Edição e Formatação de Currículos
 

Completando a série de artigos sobre currículos iniciada no artigo anterior, preparei um conjunto de dicas para evitar 10 erros comuns na edição e formatação de currículos.

Já vimos que nem sempre o candidato com o currículo mais caprichado leva vantagem na seleção para uma vaga de emprego ou estágio, mas é comum que aqueles que enviam um currículo desleixado ou incompleto acabem ficando para trás, porque as informações essenciais para a tomada da minha decisão acabam não estando tão acessíveis ou visíveis quanto deveriam - e isso certamente diz alguma coisa sobre o profissional que enviou aquele documento.

Devido às minhas atividades profissionais, eu analiso dezenas de currículos de profissionais da área de informática todos os anos, e muitas vezes tenho a desagradável tarefa de pré-selecionar exclusivamente pelo currículo pessoas para agendar entrevistas para as vagas mais disputadas, e quando isso acontece, a forma de apresentação do currículo é muito importante.

Um currículo caprichado pode fazer a diferença entre uma leitura atenta por parte do avaliador, ou uma simples análise apressada que classifica você como “mais um que copiou o modelo que saiu no jornal”, e o coloca na pilha de descarte. Você não precisa ser um designer profissional para fazer um currículo caprichado - basta ter um pouco de bom senso, e usar bem os recursos que o seu editor de texto lhe coloca à disposição.

Leia também a primeira parte deste artigo, “10 dicas de conteúdo para criar um modelo de curriculum caprichado“. Mas antes continue lendo as dicas abaixo, que foram selecionadas em diversas origens e complementadas com minha própria experiência na relutante condição de pré-avaliador de currículos. Ao final, veja também uma coleção de links para as fontes de informação que selecionei sobre o assunto.

O resumo da ópera é que ao mesmo tempo em que você deseja que seu conteúdo seja lido e entendido, você não quer correr o risco de ser visto como “mais um”, ou que seu avaliador tenha a impressão de que você não se aplicou o suficiente na preparação do currículo. Mas você também não pode correr o risco de se destacar negativamente por cometer exageros na sua composição, ou por fazer com que a forma do currículo chame mais atenção do que o conteúdo. Vamos às dicas, que se concentram nos erros comuns que você deve evitar.

1 - Não seja “mais um”. Fuja dos modelos de currículo pré-fabricados e dos sites que preenchem os currículos automaticamente para você: você não deseja que o seu avaliador veja você como “mais um”. Pelo contrário, você quer se destacar, e precisa fazer isso sem perder a linha. Não há problema em consultá-los, estudá-los ou mesmo em adotar algumas idéias deles, entretanto.

2 - Não use papéis extravagantes. Se você deseja investir na qualidade do papel de seu currículo, escolha um papel de boa qualidade, mas branco, liso e em formato A4. Peça na papelaria por papel A4, gramatura 90 g/m2. Texturas, cores, marmorização e outros “diferenciais” nem sempre passam a mensagem que você gostaria que passassem. 

3 - Não inclua uma folha de rosto. É um currículo, e não um relatório escolar! Veja no artigo anterior (10 dicas de conteúdo para criar um modelo de curriculum caprichado) o que deve constar imediatamente na primeira folha do seu currículo.

4 - Não desperdice esforços com uma capa ou envelope especiais. Não há nada de errado com eles, mas tende a ser esforço desperdiçado. A não ser que a empresa seja muito pequena, é provável que os currículos sejam recebidos por um setor de protocolo, repassados a alguém que vai colocá-los em uma pasta e só então entregues ao avaliador - e o seu envelope, capa ou invólucro especial têm enormes chances de irem para o lixo nas primeiras duas etapas.

5 - Não use fontes Times New Roman, Comic Sans ou uma fonte extravagante. A primeira seria adequada (não há nada de errado com ela), mas como é a fonte padrão de vários editores de texto, tem grande chance de ajudar você a parecer “mais um”. A segunda só é adequada para decorações de festas infantis. Escolha uma fonte clara, sóbria e com boa legibilidade. Experimente Arial, Georgia, Verdana. Minha preferida é Georgia 10 ou 11.

6 - Nada de fontes microscópicas. Seu avaliador pode enxergar mal. Uma fonte bastante legível pode ser reduzida até no máximo 9 pontos. O ideal é não descer abaixo dos 10 pontos. Se a parte essencial do seu texto não couber na primeira página, não tente espremê-la reduzindo a fonte.

7 - Use fontes em qualquer cor, desde que seja preto. O uso de fontes em cor cinza é um truque comum para reduzir o “peso” de uma página, mas existe um limite abaixo do qual ele prejudica a legibilidade. Prefira o preto, ou no máximo um cinza bem escuro (75% ou mais).

8 - Sem decoração excessiva. Nada de desenhos, gravuras, ilustrações. Molduras e bordas também devem ser evitadas. Se for usar alguma cor (além do preto), limite-se a apenas uma, e apenas onde houver necessidade de destaque.

9 - Fuja de papéis em formato estranho. Seu avaliador vai receber muitos currículos, e terá que guardá-los em um envelope ou pasta. Se o seu for muito grande, não vai caber. Se for muito pequeno, pode ficar solto, ou ficar entre 2 outros e nem ser lido. No Brasil, use sempre papel em formato A4.

10 - Não imprima em formato paisagem. Ninguém quer virar o seu currículo de lado para ler, especialmente se ele estiver grampeado a vários outros, ou fixado em uma pasta. Arranje outras maneiras de ser diferente ;-)

 Fonte: Efetividade.net




Saturday, August 14, 2010

10 dicas para criar um modelo de Currículo caprichado - Parte 1

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10 dicas para criar um modelo de Currículo caprichado -Parte 1

Conceito e Conteúdo

Por: Augusto Campos

Criar o seu currículo profissional e mantê-lo atualizado é uma atividade que ajuda a visualizar o andamento da sua carreira, e pode fazer a diferença na hora em que você precisar concorrer com outras pessoas por uma vaga, principalmente quando houver pré-seleção (a partir dos currículos, sem chance de um contato adicional) para ver quem passará para a fase das entrevistas.

Devido às minhas atividades profissionais, eu analiso dezenas de currículos de profissionais da área de informática todos os anos, e sempre me impressiono como pessoas com tanta intimidade com o computador podem ter tão pouca noção sobre fazer um documento facilmente legível, compreensível e pesquisável. Muitas vezes tenho a desagradável tarefa de pré-selecionar exclusivamente pelo currículo pessoas para agendar entrevistas para as vagas mais disputadas, e quando isso acontece, a forma de apresentação do currículo é muito importante.

 

Ao contrário do que o candidato pode pensar, isso não significa que aquele que tem o currículo mais caprichado leva vantagem (embora indiretamente leve), mas sim que aqueles que enviam um currículo desleixado ou incompleto acabam ficando para trás, porque as informações essenciais para a tomada da minha decisão acabam não estando tão acessíveis quanto deveriam - e isso certamente diz alguma coisa sobre o profissional que enviou aquele documento.

As dicas abaixo falam sobre conteúdo e formatação, e foram construídas a partir de um conjunto de artigos disponíveis na Internet (referenciados ao final) e da minha própria experiência profissional.

Elas não se aplicam tanto a currículos acadêmicos (Lattes e coisas assim), mas podem fazer a diferença crucial para você ser selecionado para a próxima vaga de emprego ou mesmo de estágio a que você for concorrer.

Você está lendo a parte 1, referente ao conteúdo do seu currículo. A parte 2, sobre o que fazer e o que evitar na edição e formatação visual do currículo, também já está disponível.

 Leia também: Entrevista de emprego: Como se sair bem 

10 dicas de conteúdo para criar um modelo de curriculum caprichado

Quando alguém for analisar se deve ou não contratar você, ou chamar você para uma entrevista, existe um determinado conjunto de informação que essa pessoa precisa ter à mão - e cabe a você encontrar este ponto de equilíbrio, sem deixar faltar nenhum dado essencial, nem colocar informações desnecessárias que possam prejudicar a análise.

Siga as seguintes dicas:

  1 - Nada de pressa. Prepare-se para dedicar algum tempo à tarefa de criar o seu currículo - ele não vai ficar pronto em 10 minutos, e certamente será um tempo bem empregado.

  2 - Faça um diagnóstico. Procure se informar (no site da empresa, na imprensa ou de outra forma) sobre o que fazem as empresas para as quais você vai entregar o currículo, e que tipo de profissionais elas procuram. Escreva os currículos dando destaque às características que você tem e que se adequem ao perfil que a empresa deseja.

  3 - Seja original. Para se inspirar, não há problema em ver modelos de currículos divulgados na imprensa ou em sites especializados, mas não os copie. Lembre-se que o seu avaliador provavelmente vai receber vários outros iguais a aquele modelo, e tudo o que você NÃO quer é ser apenas “mais um”

  4 - Seja localizável. As informações de contato são essenciais. Elas devem vir no alto, em destaque, na primeira folha. Não procure ser mais extensivo do que o necessário: para a minha análise, basta ter o nome completo, telefone fixo, telefone celular e e-mail (todos devem estar atualizados e corretos). Informar múltiplos telefones fixos ou múltiplos e-mails deve ser evitado, a não ser que você tenha uma boa justificativa - o mínimo que se espera de um possível contratado é que ele consiga decidir qual o seu telefone e o seu e-mail de contato.

  5 - Tenha um foco. Se você está procurando ao mesmo tempo uma colocação como professor de violão clássico e como programador web, faça um currículo separado para cada uma das vagas, sem misturar neles as aptidões tão diferentes entre si. Mas não tenha medo de mencionar (mas aí como nota adicional, sem destaque) no currículo para uma vaga técnica as suas aptidões artísticas ou humanas, ou vice-versa - as empresas não contratam robôs, e muitas vezes têm interesse em saber desde cedo como é a pessoa (e não apenas o profissional) que está contratando. O mesmo vale para atividades extra-curriculares, trabalhos voluntários e outros “extras”.

  6 - Seja claro, direto e verdadeiro. Um ponto essencial é incluir a informação correta e completa, de forma direta e concisa. Tentar mascarar informações que a empresa vá descobrir depois é um risco desnecessário, e pode levar a uma posterior avaliação negativa simplesmente pelo fato de você ter tentado.

  7 - Escreva de maneira informal, mas corretamente. Leia e releia, remova os erros de ortografia e gramática. Pontue, acentue. Entregue para alguém revisar, e verifique inclusive os dados e números. A última coisa que você quer é que o seu telefone de contato esteja errado. A penúltima coisa que você quer é que a presença de erros de digitação levem o seu avaliador a acreditar que você não é zeloso, ou que escreve mal.

  8 - Seja seletivo. Dificilmente o seu avaliador desejará saber onde você fez o pré-escolar, ou o estágio obrigatório para se formar no segundo grau. É provável que ele queira saber se você fez cursos de informática ou de formação profissional em alguma área, mas o número de vagas para as quais é relevante a informação de que você fez curso de piano quando tinha 12 anos é bastante limitado. Incluir este tipo de detalhe no currículo é praticamente uma confissão de que o candidato não tem nada de mais relevante para informar, ou que não tem discernimento do que é importante. Duas boas razões para sair da pilha dos currículos que serão chamados para a entrevista…

  9 - Inclua o essencial. Em um bom currículo, não podem faltar as informações de contato atualizadas, uma caracterização sobre você (nome completo, data de nascimento, cidade onde mora, estado civil, se tem filhos) dados sobre as experiências profissionais recentes (empregos, estágios - incluindo período e atividade desempenhada em cada um deles, no mínimo), a formação acadêmica (com detalhes apenas sobre as mais relevantes), e outras atividades e fatos que possam ajudar a definir você como profissional: participação em cursos e eventos, atividades como instrutor, atividades comunitárias, domínio de idiomas, aptidões adicionais (exemplo: dirigir, ter carro próprio…) e outros itens, desde que sejam relevantes para a vaga pretendida!

 10 - Capriche no visual. Claro que a parte mais importante do seu currículo é o conteúdo, mas você definitivamente não deseja causar má impressão. Imprima com capricho, e entregue originais (e não xerox) do seu currículo em cada empresa. Se você tiver que corrigir alguma coisa, simplesmente edite e imprima de novo, nada de alterar escrevendo com esferográfica sobre o seu original desatualizado. Lembre-se que se você caprichar, o seu currículo pode ser o primeiro contato que a empresa terá com você. Mas se você não caprichar, é provável que ele seja o último.

E lembre-se sempre: nada de excessos. A sabedoria está no equilíbrio!

 Fonte: Efetividade.net




Monday, March 29, 2010

Profissões de futuro – Tendências do Mercado de Trabalho

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Tendências do Mercado de Trabalho

 

Profissões de futuro

 

Estudo da revista @prender revela as principais tendências mundiais de profissões e mercado de trabalho

Buscando trazer para o leitor o que há de consensual nos estudos prospectivos quanto ao futuro das profissões e do emprego no mundo, a Revista @prender pesquisou mais de 100 fontes de informações sobre o tema e selecionou as principais tendências mundiais quanto o mercado de trabalho e as profissões.

 

Consenso
Apesar da chamada da matéria referir-se ao que há de consensual nas opiniões dos especialistas quanto ao futuro das profissões e do mercado de trabalho, a primeira constatação a que chegamos, após a consulta a mais de uma centena de fontes, é que não há nenhum consenso sobre esse assunto.

Por um lado, encontramos os "profetas do apocalipse", pessimistas de carteirinha que acreditam em um futuro sombrio, com metade da população humana desempregada ou sub-empregada, vivendo em crises sociais constantes. Por outro lado, os crédulos que apostam em um futuro radiante, com oportunidades crescentes e a ociosidade sendo valorizada cada vez mais.

No meio do caminho há um grupo de especialistas mais cautelosos. Inseguros quanto às incertezas do futuro, preferem acompanhar as tendências e realizar análises baseadas em possíveis cenários. Para esses, há apenas uma certeza: empregos e profissões mudarão muito nas próximas décadas.

 

Ceticismo

Mesmo assim, não são todos os especialistas que concordam que as mudanças serão tão radicais. Para esses mais céticos, serão poucas as profissões realmente novas no futuro. O que mudará será a forma de se trabalhar e aumentará o leque de opções de carreira para cada profissão tradicional. Por exemplo, a profissão de jornalista será incrementada com todas as derivações das novas mídias, como a Internet e a teleconferência, o que possibilita a esse profissional múltiplos direcionamentos para a sua carreira, sem que se precise criar novas profissões para tal.

 

O professor de economia da USP e da Mackenzie, Dr. Roberto Macedo, utilizou uma metáfora para descrever a realidade profissional: "no mundo do trabalho navegamos, como um surfista, com a nossa competência como tal, mais a prancha, diploma ou profissão que escolhemos. Não temos, contudo, controle sobre as ondas de oportunidades que surgirão, nem mesmo se elas virão na praia profissional escolhida. Especular sobre as profissões do futuro é como teorizar sobre as ondas que virão. O correto é estar preparado para enfrentá-las, independentemente de suas características".

 

Paradoxo
O mais dramático paradoxo dessa época em que as taxas de desemprego aumentam em todo o mundo, é que as empresas apresentam, cada vez mais, uma carência crônica de mão-de-obra especializada. Vagas ociosas em diversas áreas por falta de pessoas capacitadas para ocupá-las e, o que é pior, as instituições de ensino não estão capacitadas para formar profissionais com o perfil necessário para preencher estas vagas.
Para o professor Gilson Schwartz, autor do livro "As Profissões do Futuro", "há nas empresas uma procura por trabalhadores que as escolas estão sendo incapazes de oferecer".

Esclarecimento
Existem duas distintas possibilidades de abordagem, que encontramos no decorrer de nossa pesquisa. Alguns especialistas, ao se referirem sobre esse tema, abordam as profissões do futuro de forma literal: são profissões que ainda não existem ou apenas estão começando a existir como tal. Para outros, o enfoque é mais nas profissões de futuro, ou seja, profissões tradicionais que se modificam e se ampliam, passando a ter maior valorização e oportunidades em um mercado globalizado.

O Mundo das Profissões

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Entretenimento                                                                                       

Essa é a palavra de ordem no mundo do futuro. Nove em cada 10 especialistas admitem que o entretenimento permeará a maior parte das atividades humanas. Da educação ao marketing, passando pela prestação de serviços e pelos ambientes de trabalho, para chegar finalmente ao turismo, seu carro chefe, o entretenimento estará presente no modo de se fazer as coisas em boa parte das profissões e do dia-a-dia do planeta nas próximas décadas. 

 

Autenticidade
Ainda na concepção do entretenimento como peça central da sociedade contemporânea, haverá uma profunda reestruturação da concepção e do modus operandi do entretenimento. Aos poucos, o predomínio do cinema e da televisão perderá espaço para as atividades de diversão estruturada, como parques temáticos, acampamentos, esportes coletivos, entre outros. São atividades de "emoções planejadas", onde a pessoa paga para sentir determinado tipo de emoção, com total segurança e previsibilidade. Passado mais algum tempo, as pessoas se cansarão de tanto artificialismo e irão em busca de emoções mais autênticas. Experiências reais, de contato com pessoas "reais", com desfechos nada previsíveis, mas com riscos relativamente baixos.

 

Experiências
No campo das experiências "reais" é onde residem as maiores oportunidades profissionais do século XXI. Eis o grande desafio para a nossa criatividade. As emoções provocadas pelos filmes de Hollywood não serão mais suficientes. Elas agora precisam ser vivenciadas, experimentadas por todos os órgãos dos sentidos, não mais apenas pela visão.

 

 A Era do Utilitarismo
Até mesmo a França, que se orgulhava outrora de ser a "mãe das letras e das artes", agora só pensa em eficiência, performance e utilidade. Para a professora emérita da FFLCH da USP - Leyla Perrone-Moisés, desde a Idade Média até meados do século 20, os estudos humanísticos, sobretudo nas suas vertentes filosóficas e literárias, ocuparam um lugar de honra nas universidades. "Os extraordinários avanços científicos e tecnológicos do século passado, recebidos não apenas como valiosos, mas também como prioritários, relegaram os estudos humanísticos a um lugar secundário. A globalização econômica e a conseqüente submissão de todos os países à lógica do mercado tendem agora a desferir o golpe definitivo contra esse tipo de estudo".

Cursos Tradicionais
Seja por questões culturais, por falta de conhecimento, por tradicionalismo ou por status, os cursos mais concorridos nas universidades não são os de melhores perspectivas profissionais, mas sim os mais tradicionais. Segundo o vice-reitor da Unesp, Profº Dr. Paulo Cezar Razuk, os "cursos mais concorridos são aqueles ligados as profissões mais tradicionais que, por sinal, algumas delas, a médio prazo, estarão fadadas ao desaparecimento".

 

Escolha da Carreira
Por imaturidade, desconhecimento, inexperiência e falta de apoio, o jovem brasileiro tem sérias dificuldade na escolha de sua carreira. A influência da família e de amigos, aliada a falta de informações são os fatores que mais pesam na tomada de decisão por parte do jovem vestibulando. Na dúvida, cheio de insegurança, mais de 70% dos jovens optam pelas carreiras tradicionais, já totalmente saturadas no mercado, como medicina, direito, engenharia, odontologia e outras mais. Caberia à escola o papel orientador, mas essa prefere presenciar inerte seus alunos lutando desesperadamente pela aprovação em um curso "tradicional", para amanhã estarem desempregados ou subempregados.

 

Diminuição da Importância do Diploma Universitário
Dois fatores serão os principais responsáveis pela perda de valor do diploma universitário enquanto instrumento de ascensão social e profissional: a conscientização da necessidade de educação permanente e as novas exigências do mercado de trabalho, como por exemplo: capacidade de aprendizado, assertividade, criatividade, adaptabilidade, flexibilidade e autodidatismo, que são habilidades de difícil mensuração, que não podem ser atestadas através de um diploma.

 

Setores de maior probabilidade de crescimento para as próximas décadas

  • Informática
  • Saúde
  • Meio Ambiente
  • Turismo, lazer e entretenimento
  • Biotecnologia
  • Administração
  • Tecnologia da Informação
  • Terceiro Setor
  • Educação

"Profissões do Futuro"

  • Administradores de Comunidades Virtuais
  • Engenheiros de Rede
  • Gestor de Segurança na Internet
  • Coordenadores de Projetos
  • Consultor de Carreiras
  • Coordenadores de Atividades de Lazer e Entretenimento
  • Designer e planejador de Games
  • Gestor de Patrocínios
  • Gestor de Empresas do Terceiro Setor
  • Especialista na preservação do Meio Ambiente
  • Engenharia Genética
  • Gerentes de Terceirização
  • Gestor de Relações com o Cliente
  • Especialista em Ensino a Distância (EAD)
  • Tecnólogo em Criogenia

Profissões de Futuro (com possibilidade de crescimento)

  • Turismo
  • Hotelaria
  • Sistema de Informações (Informática)
  • Comunicação Social
  • Moda
  • Administração
  • Gastronomia
  • Logística
  • Marketing
  • Telecomunicações
  • Comércio Exterior e Relações Internacionais

Realidade Americana
O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA publicou recentemente um estudo de previsão das áreas de emprego que terão o maior crescimento nos próximos 10 anos. Informática está em primeiro lugar, e Saúde em segundo. Espera-se que o número de pessoas empregadas nas indústrias de computação dos EUA cresça de 1,2 milhão para 2,5 milhões nesse período, e o das pessoas empregadas na área de saúde, de 1,17 milhão para 1,97 milhão. Entre os dez cargos que crescerão mais rapidamente, nove serão gerados por esses dois setores: administradores de bases de dados e redes, engenheiros de computação, analistas de sistemas, assistentes de fisioterapia, assistentes de atenção doméstica (home care), assistentes médicos, fisioterapeutas e assistentes de terapia ocupacional. Os médicos não estão entre as carreiras que crescerão significativamente.

 

Situação do Brasil
Segundo o Professor José Pastore, caso a economia se mantenha estável, espera-se que sejam gerados uns 20 milhões de novas posições de trabalho até o ano 2005. Para Pastores, "a oferta será maior no setor de comércio e serviços que absorverá uns 62% da força de trabalho: a indústria responderá por 22% e agropecuária 16%. Portanto, dos 20 milhões de posições a serem criadas, 12,4 serão no comércio e serviços: 4,4 na indústria; e 3,2 na agricultura".


Ainda segundo Pastore, dentro do comércio e serviços, o que promete crescer mais são as profissões nos campos da saúde, educação, hospedagem, alimentação, lazer, seguros, administração, corretagem imobiliária, compra e venda - em especial, via telefone, Internet e fax e uma forte procura por profissionais ligados ao comércio internacional. De um modo geral, tenderão a aumentar as profissões que envolvam contato com outras pessoas - agentes de seguros, recepcionistas de hotel, garçons, maitres, professores, advogados, assistentes sociais, enfermeiros, paramédicos e profissionais que trabalham com crianças e velhos. 

 

Carreiras Inusitadas 1
A revista francesa Techniques Magazine, em edição de setembro do ano passado, publicou uma lista de 28 carreiras poucos comuns que, segundo ela, serão destaque nos últimos 10 a 25 anos. Entre elas se destacam Arqueólogo Submarino, Consultor de Lazer, Gerente de Centro de Informações, Tecnólogo em Bateria de Células Combustíveis Automotivas, Tecnólogo em Correio Eletrônico, Tecnólogo em Medicina Biônica e Terapeuta de Horticultura.

 

Carreiras Inusitadas 2
A revista americana Time publicou um caderno no mês de março desse ano em que apresenta, de forma bem humorada, suas previsões para as profissões do século XXI. Entre as previsões da Time estão:

 

(a) Engenheiro de Tecidos Celulares - que atuarão na fabricação de órgãos humanos artificiais;

 

(b) Programador de Genes - que trabalharão com o mapeamento e alterações no código genético dos seres vivos para evitar e combater doenças e desenvolver medicamentos;

 

(c) Farmofazendeiro - juntando as habilidades agrícolas com as farmacêuticas, esse profissional vai produzir grãos geneticamente modificados com a ajuda da engenharia genética;

 

(d) Organizadores de dados - profissional com a habilidade de organizar o turbilhão de informações que todos os dias é produzido por institutos de pesquisas, ONGs, governos, imprensa, universidades, e selecionar as informações necessárias, sintetizá-las e contextualizá-las;

 

(e) Atores e escritores virtuais - para atuarem em filmes e fotonovelas veiculados apenas na Internet;

 

(f) Engenheiros do conhecimento - profissionais capazes de criar inteligência artificial ou traduzir o expertise de especialistas e reproduzi-lo em softwares.

 

Diminuição da Duração dos Cursos no Ensino Superior
Acredita-se que em futuro próximo os cursos de graduação terão de um a três anos, no máximo, de forma que o indivíduo inicie seu processo profissional o quanto antes, mantendo a vida estudantil concomitantemente a vida profissional. Atualmente, mais da metade das pessoas que se formam no Ensino Superior dos EUA fizeram cursos de duração inferior a três anos. No Brasil, esse movimento tem início com o crescimento e popularização dos cursos seqüenciais, que são cursos superiores de formação específica com duração de dois anos.

 

Cursos Seqüenciais
Apesar das significativas possibilidades de crescimento dos cursos seqüenciais no Brasil, há uma grande preocupação com o mercado de trabalho para os egressos dessa modalidade de curso. Os que forem em áreas específicas, que não concorrem com a graduação, terão grandes chances de sucesso. Os que forem apenas uma "graduação" reduzida para dois anos, devem fracassar por não oferecer ao egresso condições adequadas para concorrer no mercado de trabalho.

 

Mercado de Trabalho
O encolhimento e o desaparecimento de diversos mercados de trabalho é um movimento que já vem sendo acompanhado há mais de duas décadas. Só agora, no entanto, ele se configura como irreversível. Não há governo ou sindicato que possa alterar esse quadro. Absolutamente nada poderá deter a marcha da imprevisibilidade. Profissões desaparecerão, mas novas oportunidades surgirão. O que as pessoas precisam entender é que as coisas não serão mais como eram antes. Uma carreira não tem como ser planejada para toda a vida. Já está longe o tempo em que passar no concurso do Banco do Brasil era garantia de segurança "eterna".

 

Para o Doutor em economia e articulista do jornal A Folha de São Paulo - Gilson Schwartz, o mercado de trabalho, no sentido convencional da expressão, sumiu. Para ele, esse "desaparecimento" do mercado pode ter sete diferentes significados:

  • Encolhimento do mercado, existindo menor oferta de empregos devido a retração da economia.
     
  • Desaparecimento do mercado através da substituição de certas profissões por máquinas e computadores, ou ainda, pela eliminação do processo de intermediação. Por exemplo, já é previsto o fim dos agentes de viagens devido a gradativa eliminação da intermediação na compra de passagens.
     
  • Flexibilização do mercado com as mudanças das leis trabalhistas e o aumento do trabalho realizado de forma "alternativa" ao convencional (CLT).
     
  • Virtualização do mercado com a transferência de diversos serviços para dentro da Internet, como por exemplo, os serviços bancários, os serviços de representação comercial etc.
     
  • Degradação do mercado pela perda do status de determinada profissão ou pela deteriorização progressiva de uma carreira, como por exemplo, a carreira de policial no Brasil.
     
  • Barreiras etárias à entrada no mercado em função da dificuldade que trabalhadores acima de 45 anos encontram para conseguirem uma colocação profissional.
     
  • Irrelevância do mercado, já que muitas pessoas estão encontrando outras formas de sobreviverem, livres e distantes do mercado formal de trabalho.

Emprego
Sonhar em achar um emprego que se adapte às suas preferências e qualificações está se tornando um conto de fadas. Não é mais o mercado que vai se adaptar ao seu perfil. Você precisa estar em constante mudança para adaptar-se ao perfil do mercado. O trabalhador precisa acompanhar as tendências e conjunturas e estar preparado para ir se adaptando a elas o tempo todo. Neofilia, o gosto pelo novo, pela mudança, é a palavra de ordem na seleção profissional.

 

Competências, Habilidades e Atitudes do Profissional do Século XXI

  • Capacidade de trabalhar em equipe
  • Domínio de idiomas
  • Domínio de informática
  • Autodidatismo
  • Reciclagens periódicas
  • Atualização permanente
  • Neofilia
  • Cidadania e responsabilidade social
  • Habilidade em tomada de decisão
  • Capacidade de aprender a aprender
  • Capacidade de associação de idéias
  • Liderança
  • Visão de Conjunto

Profissionais Multímodas
Além da competência e habilidades necessárias ao profissional do futuro, há um item de fundamental importância: o nível de abrangência das capacidades desse profissional. Os termos para designá-lo são muitos: profissional híbrido, multifuncional, polivalente, multímoda, interdisciplinar, entre outros. O que importa é que ele tenha a capacidade de expressar e aplicar seu conhecimento, competências e habilidades de muitas maneiras. Podemos apresentar como por exemplo de de profissional multímoda,, um nutricionista que está apto a dar consultoria pela Internet, realizar palestras sobre o tema que domina, fazer auditoria nas empresas em que atua e selecionar profissionais do ramo para atuar nos locais em que dá consultoria. 

 
Especulação
Temos o senso crítico necessário para saber que um texto como esse não passa de mera especulação. Mesmo embasada em evidências concretas e análises estatísticas, tentar prognosticar o futuro das profissões em um mundo em constantes mudanças, não tem como deixar de ser um exercício de especulação. Mas nem por isso deixa de ter sua utilidade. As grandes descobertas, inventos e negócios da humanidade no decorrer da história, vieram em situações onde seus atores tentaram antecipar o que estava por vir.
Mesmo com toda a especulação e incerteza, uma coisa pelo menos é certa. No mundo do futuro, haverá muito poucas oportunidades para a mão-de-obra desqualificada. Daí surge o mais promissor de todos os setores profissionais - o setor da Educação.

 

Esta matéria foi publicada na Revista Aprender




 

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