Você catequista que deseja melhorar seu conhecimento e prática cristã deve ver e ouvir o conteúdo dos vídeos sobre os Sacramentos de Iniciação Cristã, apresentados pelo Pe. Antonio Bogaz, no site: Fundação Século 21.
Na página inicial do site tem um quadro com o nome CANAIS que tem vários tópicos. Você procura SACRAMENTOS e clica nele.
São vários vídeos onde o padre fala, numa linguagem acessível, de forma prática, bem fundamentada e convincente. O apresentador começa falando sobre a inciação cristã. Na Bíblia, iniciação é o ato de petencimento ao seu Deus.
Os Sacramentos de Iniciação Cristã: O Batismo, a Confirmação(Crisma) e a Eucaristia introduzem e inserem a pessoa na participação da vida de Cristo, na comunidade Igreja.
Ao falar sobre o Batismo, o Padre recorda seus fundamentos históricos desde o Antigo Testamento, e sua evolução na trajetória do cristianismo. Apresenta a distinção entre o Batismo de João Batista e o de Jesus. Explica o Ritual e simbologia deste sacramento. A partir do Batismo é como se disséssemos a Jesus: esse é o caminho que quero para a minha vida; é essa a escolha que faço: assumir sua proposta de vida, afirma o apresentador.
Assista aos vídeos do Pe. Antonio Bogaz e encontre informações mais detalhadas sobre cada sacramento: suas raízes históricas, instituição, seus ritos, fundamentos bíblicos e teológicos, seus efeitos em nossa vida e o compromisso que assumimos ao recebê-los. Deste modo, você também terá as resposta que procura para perguntas como estas: Quando começou o Batismo de crianças e por que se iniciou essa prática na nossa Igreja? Como eram celebrados os sacramentos de iniciação na comunidade cristã primitiva e outras?
Tomei conhecimento destes vídeos numa matéria da Irmã Teresa Nascimento na Revista Brasil Cistão. Já comecei a assistí-los e estou gostando muito. Espero que todos apreciem esta maravilha.
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Thursday, July 8, 2010
Wednesday, November 18, 2009
SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO, CONVERSÃO, PENITÊNCIA OU DA CONFISSÃO

“Os pecados daqueles que vocês perdoarem serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem não serão perdoados.” (Jo 20,23)
Chama-se Sacramento da Conversão, pois realiza-se sacramentalmente o convite de Jesus para o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa se afastou pelo pecado.
Chama-se Sacramento da Penitência porque consagra um esforço pessoal e eclesial de arrenpedimento e de satisfação do cristão pecador.
Chama-se Sacramento da Confissão porque a declaração dos pecados diante do sarcedote de Deus concede o perdão e a paz.
É também chamado de Sacramento da Reconciliação porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20).
Quem vive do amor misericordioso de Deus, está pronto a responder ao apelo do Senhor: "Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão" (Mt 5,24).
É no sacramento do perdão que Deus reconhece nossas falhas, nossas limitações, mas reconhece também nossa boa vontade. Jesus disse: "Eu detesto o pecado mas amo o pecador".
Uma história:
Renato era um menino muito bom que morava num bairro pobre. Tinha dois irmãos. Ele ajudava a família, fazendo pequenos carretos na feira. Eram pobres, mas felizes, porque eram unidos.
Acontece que Renato tinha outros colegas de carreto, que não se davam bem com suas famílias; queriam mudar de vida e conhecer o mundo. E Renato acabou indo na onda deles e deixou a sua casa, entrando na droga.
No início fou tudo bem, porque era novidade. Mas com o passar do tempo as coisas foram ficando difíceis.
Renato perdeu o emprego, ficou doente, foi emagrecendo e, o pior de tudo, começou a bater a saudade e o remorso. Foi aí que Renato começou a sentir o quanto ele tinha perdido, saindo de casa. Estava sem lar, sem amigos, sem saúde e sem apoio.
Ficou arrependido, mas não tinha forças para deixar a droga. Foi então que encontrou um dedicado grupo ‘anti-droga’ que lhe deu a mão e ele pode voltar para a família.
Os seus pais nunca tinham perdido a esperança de rever o seu querido filho e o receberam com alegria e carinho.
Renato aprendeu uma grande lição: valorizar a formação que recebeu da família porque ela é uma igreja doméstica.
A família é o lugar de amor, de perdão, de fraternidade, de união.
O que aconteceu com Renato foi uma conversão.
Jesus fica muito feliz quando nós voltamos para ele, reconhecendo nossos erros, pedindo perdão.
Deus nos ama e nos perdoa quando nos arrependemos sinceramente.
Deus conhece as nossas fraquezas e as nossas limitações, por isso Ele está sempre disposto a nos acolher.
Quando nos arrependemos, pedimos perdão e confessamos os nossos pecados, nós crescemos diante de Deus e dos irmãos.
Devemos contar todos os nossos pecados ao padre para receber o perdão, pois com isso nos restituiu a vida na graça e nos dá novo vigor para evitarmos pecar.
Requisitos para fazer uma boa confissão
1º Exame de Consciência: Rezar e pensar nos pecados cometidos. Examinemos a nossa consciência e lembremo-nos dos pecados que hoje cometemos por pensamentos, palavras, atos e omissões:
a) Nas nossas orações e outros exercícios de piedade;
b) No respeito e docilidade para com os nossos pais e quaisquer outros nossos superiores e no cumprimento de nossas obrigações;
c) No cuidado sobre os nossos sentidos, particularmente a vista e a língua; se falamos mal do próximo; se proferimos alguma palavra grosseira ou desonesta;
d) Nas ações, pensamentos e afeições: se houve alguma coisa menos digna ou desregrada;
e) No exercício da caridade: se maltratamos o nosso próximo e se, podendo socorrer alguém, deixamos de fazê-lo
2º Contrição ou arrependimento: Tristeza dos nossos erros e de nossa falta de amor a Deus.
3º Propósito: Evitar o pecado e servir a Deus com mais amor.
4º Confissão: Acusação clara e objetiva dos pecados ou falhas cometidas. Não tenha medo, receio ou vergonha de abrir seu coração para um padre. Por Jesus Cristo, só ele tem o poder de perdoar nossos pecados. Qualquer pecado! Desde que estejamos sinceramente arrependidos. Deus detesta o pecado, mas ama o pecador. É preciso saber também que para ser perdoado, precisamos também perdoar aquele que nos ofende, pois quando perdoamos alguém, o grande beneficiado somos nós mesmos. Não devemos confessar por medo e sim para voltar à graça de Deus
5º Penitência: Nos é dada pelo sarcedote para demonstrarmos nosso arrependimento e a firmeza de nosso propósito de evitar pecar e de reparar as falhas cometidas.
Os efeitos espirituais do Sacramento da Penitência são:
1.A reconciliação com Deus, pela qual o penitente recobra a graça;
2.A reconciliação com a Igreja;
3.A remissão da pena eterna devida aos pecados mortais(são três os tipos de pecados: venial, que é uma falta leve; mortal, que é uma falta grave; e o pecado da omissão)
4.A remissão, pelo menos em parte, das penas temporais, sequelas do pecado;
5.A paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
6.O acréscimo de forças espirituais para o combate cristão.
Sem o perdão de Jesus vivemos como filhos pródigos (Lc 15, 11-24). Na parábola do filho pródigo encontramos todos estes requisitos: fazer o exame de consciência, admitir o erro, ter o propósito de voltar para o Pai, confessar e adimitir-se pecador diante do Pai e proferir a sua penitência. "Não sou mais digno de ser chamado seu filho".
Santa Terezinha do Menino Jesus dizia: "Os nosso pecados por mais feios e numerosos que sejam, desaparecem diante da bondade de Deus, como uma gotinha de água no oceano imenso." O Pai do céu nos ama tanto que nos quer sempre perto dele.
Ato de Contrição
Meu Deus, em me arrependo de vos ter ofendido. Prometo me esforçar para não pecar mais. Meu Jesus, misericórdia. Amém.
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SACRAMENTOS
Saturday, October 3, 2009
SACRAMENTO DA EUCARISTIA

Como os marcos de cimento definem a quilometragem de uma rodovia, assim os Sacramentos vão marcando a estrada do crescimento da vida na graça.
A primeira etapa da viagem é o BATISMO, obrigatório para todos. A segunda etapa da “iniciação cristã” é a CONFIRMAÇÃO (CRISMA), antigamente feita logo após o uso da razão e hoje encarada como o sacramento da definição madura e apostólica do cristão na idade da juventude. Terceira etapa, a complementar o trio da iniciação, é a EUCARISITA, meta do crescimento, centro da comunidade cristã, presença real e especial do próprio Salvador, Jesus Cristo.
Os demais sacramentos vão marcando ou os “acidentes fatais” que nos separam de Deus (PENITÊNCIA): ou os termos da viagem (UNÇÃO DOS ENFERMOS); ou a associação de pessoas para prosseguirem juntas e aumentarem o número dos que caminham para o Pai (MATRIMÔNIO); ou, ainda, a dedicação de alguém para prestar serviço, seja em postos de beira de estrada, seja no socorro volante (vigários e missionários, com a ORDEM).
A EUCARISTIA é o Sacrifício de Cristo para estabelecer a Comunhão entre os homens e deles consigo e com o Pai.
Além de Sacrifício, Eucaristia é Comunhão (sacramento). É a festa da comunhão atual e futura de todos os homens entre si e com Deus; de fato, não há forma de união mais perfeita que a nossa como o alimento que ingerimos e assimilamos, até que se incorpore à intimidade de nossas células.
A Eucaristia é, igualmente, Comunhão entre nós por dois motivos:
Primeiramente, como lembra São Paulo: “O cálice da benção que nós abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? E como há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois participamos todos desse único pão.” (1Cor 10, 16-17). Isto quer dizer que Cristo é o laço de união que nos liga a todos por dentro. Pois, no caso do pão comum, nós o transformamos em nosso corpo; mas com o pão eucarístico, nós é que somos assimilados ao Cristo, por que Ele é maior que nós.
Em segundo lugar, a Eucaristia é Comunhão entre nós porque inaugura ou aprofunda a relação de todo o universo para Cristo como seu centro. Nada pode ter sentido se estiver desligado Dele.
“Cristo escolheu o pão: o pão deve estar na mesa de todos. O pão que os homens precisam aprender a repartir. O pão que simboliza tudo o que pode desenvolver, até a sua plenitude, a vida humana. E Cristo escolheu o vinho, sinal bíblico das bênçãos de Deus a seu povo, sinal da paz messiânica, sinal da festa e da alegria. Mas também sinal do sofrimento, do sangue , do sacrifício, da morte (“Pai, se for possível, afasta de mim este cálice”, clamou Cristo na véspera de sua Paixão). Porque a fraternidade , a união de todos os homens só nascerá da disposição para o serviço, da dedicação ao irmão até o sacrifício da própria vida” (R. Gopegui, o.c.,p.81).
A preparação da Eucaristia é semeada discretamente desde as Bodas de Caná, onde Cristo se mostra Senhor da natureza, transformando a substância da água em substância de vinho. Depois ao acalmar com um gesto os ventos furiosos da tempestade, ou ao andar tranquilamente sobre as águas, ou ao multiplicar por duas vezes pães e peixes, para uma multidão faminta. Mas especialmente se manifesta a revelação ou promessa da Eucaristia no célebre capítulo 6 de São João, onde relata o chamado “sermão do Pão da Vida”: Cristo abre seu coração e insiste na necessidade vital de alimentarem-se todos do verdadeiro pão do céu, que é Ele próprio, seu Corpo e Sangue dados como alimento espiritual.
Mais ou menos um ano depois, Cristo realiza essa promessa ante os olhos atônitos dos primeiros a fazerem a primeira Eucaristia de toda História.
“Desejei muito comer com vocês esta ceia pascal, antes de sofrer. Pois eu lhes digo: nunca mais a comerei, até que ela se realize no Reino de Deus. Então Jesus pegou o cálice, agradeceu e disse: “Tomem isto e repartam entre vocês; pois eu lhes digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.” (Lc 22,14-18)
Até aqui o evangelista vinha descrevendo a cerimônia da Páscoa judaica. A partir deste ponto, mostra como Cristo inovou e estabeleceu “ a nova Aliança no seu sangue”:
“A seguir, Jesus tomou o pão, agradeceu a Deus, o partiu e distribuiu a eles, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vocês. Façam isto em memória de mim. Depois da ceia, Jesus fez o mesmo com o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança do meu sangue, que é derramado por vocês.” (Lc 22,19-20)
Não há mais pão, nem mais vinho. Do pão e do vinho restam apenas as aparências; continuam tendo o tamanho, a cor, o sabor, a densidade, em resumo, todas as propriedades físico-químicas. Apesar disso, a substância (aquilo que a coisa realmente é) mudou: houve uma transubstanciação ( o pão virou carne e o vinho sangue).
A nossa missão como discípulos comprometidos deve continuar reunindo os que acreditam no amor de Deus e dos homens para celebrarem juntos, e com Cristo ressuscitado (palavra viva de Deus), a alegria da Vida nova do Reino, que já está presente.
“É possível que o mundo não acabe num cataclismo, numa aniquilação, numa catástrofe. Pode suceder que o mundo acabe numa Eucaristia. Quando a Eucaristia for celebrada em toda a terra, então este mundo passará e o Senhor se manifestará em toda a sua glória. Os primeiros cristãos, depois de comungarem, ajoelhavam e diziam: “E agora, venha”. Tinham efetuado a passagem. Sentiam-se de tal modo bem no mundo do Pai, que desejavam não ter de voltar atrás. Tinham-se naturalizado nas coisas de Deus e preferiam-na para todo o sempre (L.Evely, o.c., p.46).
Fontes: Os sete sinais do amor – Pe. Lacerda sj; Bíblia Sagrada
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SACRAMENTOS
Thursday, September 17, 2009
SACRAMENTO DO BATISMO


“Os Sacramentos foram instituídos por Cristo e são sete: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio. Eles atigem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida de Cristo: dão à vida de fé do cristão origem e crescimento, cura e missão.Nisto existe certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual”. (CIC)
Os Sacramentos são os sinais visíveis da realidade invisível da salvação que eles significam. Porque são dom de Deus, realizam o que significam: por eles, recebemos o dom da graça, quer dizer, a própria vida de Deus.
O Batismo é a sala de entrada da vida cristã. É o fundamento da vida de seguimento de Cristo e abre a porta para todos os outros sacramentos
Quando João Batista batizou Jesus, no Rio Jordão, o céu se abriu e ouviu-se a voz de Deus dizendo: “Este é meu filho amado, que muito me agrada.” Mt 3,16-17
Podemos dizer que, após o batismo, Jesus começou sua missão na terra. Nós também, com o batismo, comprometemo-nos a fazer o que Jesus fez e ensinou: anunciar o Reino de Deus. Com o batismo, iniciamos uma nova vida e tornamo-nos filhos queridos de Deus, assim como Jesus.
“Batizar – quer dizer “mergulhar”. Mergulhado(batizado) na morte para a salvação do mundo(cic 1225). Jesus deu-nos o Batismo no Espírito, a fim de que todos os homens possam renascer da água e do Espírito para entrar no Reino de Deus(Jo 3, 5).
Os ministros ordinários do Batismo são o bispo, o sacerdote ou o diácono. Em caso de necessidade grave, qualquer pessoa, mesmo não estando batizada, pode administrá-la, desde que queira fazer o que faz a Igreja(cic 1256).
Só se batiza uma única vez. Não se pode revogá-lo, nem reiterá-lo, porque imprime no cristão um selo espiritual definitivo da sua pertença a Cristo(cic 1272).
Instituição do Bat(Mt 28, 18 – 20)
“Disse Jesus: “Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra. Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.”
O significado e a graça do sacramento do Batismo aparecem com clareza nos ritos de sua celebração. É acompanhando, com uma participação atenta, os gestos e as palavras desta celebração, que os fiéis são iniciados nas riquezas que este sacramento encerra e realiza em cada batizado.
O sinal da cruz, no início da celebração, assinala a marca do Cristo àquele que vai pertencer-lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos adquiriu pela sua cruz.
O anúncio da palavra de Deus, ilumina com a verdade revelada os candidatos e a assembléia, e suscita a resposta da fé, inseparável do batismo.
A água batismal – É a água que tomamos que percorrendo todo o nosso corpo através do nosso sangue, leva embora todas as impurezas e tudo o que é ruim para a nossa saúde. Sem a água viva do Batismo não podemos viver e ser eternamente felizes. A água purifica nossa alma, fazendo-nos cidadãos do céu. O Batismo é realizado de maneira mais significativa pela tríplice imersão na água batismal. Mas desde a antiguidade ele pode ser conferido derramando-se, por três vezes, a água sobre a cabeça do candidato.
. A unção com o santo óleo, consagrado pelo Bispo, significa o dom do Espírito Santo ao novo batizado. Este tornou-se um cristão, isto é, “ungido” do Espírito Santo, incorporado a Cristo. Como o óleo penetra na pele da criança, assim Cristo penetra na vida da pessoa.
. A veste branca simboliza que o batizado “vestiu-se de Cristo”(Gl 3,27): ressuscitou com Cristo.
. A vela, acesa no círio pascal, significa que Cristo iluminou o neófito. Em Cristo, os batizados são a luz do mundo”(Mt 5, 14).
Além do Batismo de água, há também dois outros tipos: o Batismo de desejo (quando uma pessoa morre sem ser batizada, mas seus pais ou ela própria desejavam o Batismo); e o Batismo de sangue(quando uma pessoa ainda não batizada é martirizada por causa de Cristo).
Fé e Batismo
O Batismo é o sacramento da fé. Em todos os batizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer após o Batismo. O Batismo é como uma semente que se planta, mas, que ao longo dos tempos, deve ser cultivada para que cresça e produza. Caso contrário, de nada adianta. Assim também é a semente do Batismo: se não for cultivada no dia a dia na oração, na fé, na participação, na vivência em Deus, será uma semente choca, não germinada. É por isso que a Igreja celebra cada ano, na noite pascal, a renovação das promessas batismais. A preparação para o Batismo leva apenas ao começo da vida nova. O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, fonte esta da qual brota toda a vida cristã(cic 1254).
Para que a graça do Batismo possa desenvolver-se, é importante a ajuda dos pais. Este é também o papel do padrinho e da madrinha, que devem ser cristãos firme, capazes e prontos para ajudar o novo batizado na sua caminhada na vida cristã”(cic 1255).
Mas esse papel nem sempre é compreendido. Há muita gente que pensa que os padrinhos são para dar presentes e dinheiro. Sua missão é mais espiritual. Por isso a Igreja exige que sejam batizados, crismados, já tenham feito a 1ª Eucaristia e sejam de fato gente de Igreja
Todas as pessoas batizadas são chamadas pra a missão.
Pelo batismo somos sepultados(mergulhados na fonte) com Cristo e na sua morte, ressuscitados, plenos de vida (Rm 6, 1 – 11).
Muitas pessoas afirmam que não se deve batizar crianças, porque elas não têm o uso da razão. A Igreja católica tem uma tradição diferente de outras igrejas. Desde os primeiro séculos foi costume batizar crianças.
Este costume está em perfeita harmonia com a Bíblia. Em toda a Escritura vemos como a fé dos pais santifica os filhos, mesmo crianças. O menino Samuel foi santificado, aos 3 anos de idade, pela fé profunda de seus pais Élcana e Ana(1 Sm 1, 19 – 28). O mesmo aconteceu com João Batista, santificado antes do nascimento pela presença de Maria (Lc 1, 41 – 44). Por esses dados de fundamentação bíblica, podemos ver que não é preciso esperar que a criança chegue à idade adulta e tenha o uso da razão, para ser batizado. A fé dos pais é suficiente para que toda a família receba a graça de Deus.
Se os pais são responsáveis perante Deus pelo sustento, proteção, educação, amparo, etc... de seus filhos, quanto mais seriam pelo bem espiritual.
O Batismo apaga o pecado original, opera o perdão dos pecados, torna-nos filho de Deus, irmãos de Jesus, membros da Igreja. Somos irmãos e irmãs uns dos outros e podemos dizer de verdade: “Pai nosso que estais no céu...”
ORAÇÃO - Jesus, ajude-nos a ser fiéis ao nosso batismo; ajude-nos a ser verdadeiros cristãos todos os dias, em casa, na escola, na comunidade, no trabalho, nas brincadeiras e no catecismo. Amém
Fontes: Catecismo da Igreja Católica, site catequisar, Livro do Catequista da Ed. Paulus e Bíblia Sagrada
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